Acre aposta na indicação geográfica de produtos agrícolas

indicação geográfica
Farinha de Cruzeiro do Sul foi o principal produto a ter sua indicação geográfica reconhecida (Foto: Fhaidy Acosta – governo do Acre)

O governo do Acre e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estão apoiando iniciativas de mapeamento e suporte institucional para a valorização dos produtos regionais do Estado. O trabalho de certificação de indicação geográfica deverá contribuir diretamente para a  valorização e a promoção da competitividade dos produtos acreanos no mercado.

O anúncio foi feito durante o Workshop sobre indicações geográficas do Acre realizado na semana passada. Promovido pelo Sebrae o com apoio do governo estadual, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Federações das Indústrias (Fieac), o encontro serviu para consolidar entre as instituições os conhecimentos sobre a utilização do selo geográfico em prol dos produtores.

“Como o Sebrae tem como atribuição potencializar o micro e pequeno empreendedor, a gente vê nesse evento o resultado de um trabalho que estamos buscando desde 2019, que é o reconhecimento da força desse produtor, buscando valorizar o produto acreano de grande qualidade. A certificação por meio da indicação geográfica transforma o produto, que já é tão conhecido e valorizado no estado e também em nível nacional, em uma condição de ser internacionalizado”, diz o presidente da Fieac, José Adriano Ribeiro.

Farinha e açaí com indicação geográfica

A farinha de mandioca da região de Cruzeiro do Sul foi a protagonista do evento, recebendo o selo de indicação geográfica. “Só tenho a agradecer ao ver a nossa farinha com selo geográfico. Isso, para nós, é muito gratificante”, celebra a produtora rural de farinha e presidente da Central Juruá, Maria José Maciel.

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Para o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) do Acre, Assurbanipal Mesquita, o patrimônio da indicação geográfica é muito importante, pois valoriza um produto já tradicional da produção familiar, saindo da condição irregular e passando a ter mais qualidade, inclusive com garantia sanitária. “O reconhecimento regional traz o valor agregado ao produto que engrandece a cultura e a região – uma saída econômica para a comercialização do produto”, afirma o titular da pasta que investiu ainda R$ 400 mil em um projeto técnico para adequação e reestruturação de cinco unidades de processamento automatizadas (casas de farinha) no município de Mâncio Lima, com previsão de entrega em junho.

O açaí de Feijó também deverá ganhar indicação geográfica de procedência (Foto Fhaidy Acosta – governo do Acre)

Além da farinha de Cruzeiro do Sul, o estado está também providenciando a indicação geográfica de procedência para o açaí de Feijó, realizando o trabalho de consultoria e organizando a solicitação da concessão ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Fonte: Secom Acre

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