
Ela durou uma década presa ao litoral da Península Antártica, mas bastaram 10 dias para uma das formações de gelo mais antigas daquele continente, a famosa Larsen B, derreter, se desfazendo em milhares de pedaços.
A imagem desta semana, captada pelo satélite GEOS – 16, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, mostra dois momentos distintos. Um, no dia 16 de janeiro, com a Larsen B na sua formação tradicional, com o bloco de gelo flutuante totalmente intacto; a outra, 10 dias depois, já mostra o bloco completamente esfacelado, quebrado em milhares de fragmentos.
De acordo com dados de satélite com imagens pouco precisas por causa das nuvens, o gelo teria se quebrado entre os dias 19 e 21 muito por conta, segundo o cientista Rajashree Tri Datta, da Universidade do Colorado, dos chamados ventos foehn, influenciados ainda por um grande rio atmosférico, o que ajudou a desestabilizar o bloco de gelo. Um verão austral quente e úmido, este ano, também, teria colaborado para o derretimento.
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Até 2002, a baía Larsen B abrigava uma grande plataforma de gelo flutuante que ajudava a segurar as geleiras da Península Antártica. Mas, naquele ano, ela se rompeu e deixou o gelo livre para atingir o mar. A cada verão austral, esse gelo se derretia, refazendo o desenho do litoral antártico. Mas, em 2011, a placa de gelo não se derreteu e se manteve até a semana passada.
Fonte: NASA

