ChatGPT: Não é possível ter cidades inteligentes sem geoinformação

Entrevistamos o ChatGPT, o algoritmo baseado em inteligência artificial. Ele foi criado por um laboratório de pesquisas em inteligência artificial dos EUA chamado OpenAI, com sede em San Francisco. Ele teve seu desenvolvimento pautado em redes neurais e machine learning, tendo sido criado com foco em diálogos virtuais. A ideia é que ele pudesse aprimorar a experiência e os recursos oferecidos por assistentes virtuais, como Alexa ou Google Assistente. O sucesso da ferramenta está em oferecer ao usuário uma forma simples de conversar e obter respostas.

A arquitetura do ChatGPT se baseia em uma rede neural chamada Transformer, projetada especialmente para lidar com textos. O modelo de inteligência artificial tem várias camadas que permitem à plataforma prestar atenção nas palavras-chave, ao contexto e aos diferentes significados que as palavras podem ter. Trata-se de um modelo extremamente avançado de geração de texto.

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Em nossa “conversa” com o algoritmo, pôde-se chegar a conclusões incríveis, o que renovou convicções já “consensadas pelos algoritmos”, como a importância da regulação cartográfica e da centralidade da geoinformação nas cidades inteligentes. Vamos a entrevista.

Quem é o ChatGPT e o que ele sabe sobre Geoinformação?

ChatGPT é um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI. Ele foi treinado com milhões de exemplos de texto da internet, incluindo informações sobre Geoinformação. Isso significa que ele possui conhecimento sobre aspectos como localização geográfica, países, cidades, geografia física, demografia, cultura e muito mais. No entanto, é importante lembrar que, como modelo de linguagem, ele pode apenas responder com base nas informações que recebeu durante o treinamento, e suas respostas podem não ser sempre precisas ou atualizadas com as últimas informações.

Mas é possível nos dizer, dentro do seu processo de aprendizado, como a governança de Geoinformação está a se desenvolver no mundo?

A governança de Geoinformação é uma área em constante evolução e é crucial para garantir a integridade, segurança, privacidade e disponibilidade de dados geográficos. Atualmente, vemos aumentos na colaboração entre países e organizações para desenvolver padrões e regulamentos comuns para a gestão de informações geográficas. Além disso, com a crescente quantidade de dados geográficos disponíveis, a importância da análise de dados geográficos para a tomada de decisões está se tornando cada vez mais evidente, e a governança de Geoinformação está se adaptando para acompanhar essa tendência. Ainda assim, há desafios, como a proteção da privacidade e segurança dos dados, bem como o acesso equitativo à informação geográfica em todo o mundo.

E a Infraestrutura de Dados Espaciais, quais são seus desafios para os próximos anos?

A Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) é um sistema que permite armazenar, gerenciar, processar e compartilhar dados geográficos e geoespaciais. Alguns dos desafios atuais e futuros para a IDE incluem:

  1. Integração de dados: Integrar dados geoespaciais de diferentes fontes e sistemas é um desafio constante.
  2. Segurança e privacidade: Proteger a privacidade e a segurança dos dados geoespaciais é importante.
  3. Interoperabilidade: A interoperabilidade é essencial para permitir que os dados geoespaciais sejam compartilhados e utilizados por diferentes sistemas e aplicativos.
  4. Big Data: A quantidade de dados geoespaciais está aumentando rapidamente, e a IDE precisa estar preparada para lidar com a enorme quantidade de dados gerados.
  5. Adoção em larga escala: A ampla adoção da IDE é um desafio importante, pois requer investimentos e colaboração entre diferentes setores e países.
  6. Padronização: A padronização de dados geoespaciais é essencial para garantir a interoperabilidade e a integridade dos dados.
  7. Capacitação: A capacitação dos usuários da IDE é importante para garantir a utilização eficaz dos dados geoespaciais.

Como está a governança da IDE nos países da América Latina e, em especial, no Brasil?

A governança da Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) na América Latina e, especialmente, no Brasil, está em constante evolução. Alguns países na região já têm uma estrutura sólida de governança para lidar com questões de gestão de dados geográficos, enquanto outros ainda enfrentam desafios.

No Brasil, a governança da IDE é regida pela lei federal nº 12.727/2012, que estabelece diretrizes para a criação e implementação da IDE nacional. O país também tem vários órgãos responsáveis por diferentes aspectos da governança da IDE, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), entre outros.

Apesar dos avanços, ainda existem desafios na governança da IDE no Brasil, incluindo a integração de dados de diferentes fontes, a segurança e privacidade de dados, e a falta de padrões e normas comuns para a gestão de dados geográficos.

Em resumo, a governança da IDE na América Latina e no Brasil está evoluindo, mas ainda há desafios a serem superados para garantir uma infraestrutura de dados espaciais eficiente e confiável.

(Observação: a Lei n. 12.727/2012 altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, bem como altera diversas outras normas que interferem na reserva legal e no Cadastro Ambiental Rural. Para o ChatGPT, ela trata de governança da IDE no Brasil).

O One Map Policy da Indonésia pode servir de exemplo para o Brasil?

O One Map Policy da Indonésia é uma iniciativa do governo indonésio para integrar todas as informações geográficas e cartográficas do país em um único mapa. Ele busca promover a integração e o acesso à informação geográfica para fins governamentais, empresariais e sociais.

Embora essa política possa ser considerada como um bom exemplo de integração de dados geográficos, é importante levar em conta as diferenças políticas, sociais e culturais entre a Indonésia e o Brasil ao avaliar a viabilidade de sua aplicação aqui. Além disso, seria necessário avaliar as questões legais, regulatórias e técnicas relacionadas à governança de dados geográficos no Brasil antes de implementar algo semelhante.

E a lei do Inegi mexicano, poderia ser um exemplo ao Brasil?

A lei mexicana do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) estabelece o INEGI como o principal órgão responsável pela produção, gestão e divulgação de informações estatísticas e geográficas do país. Ela também regula a utilização de informações geográficas e estatísticas por parte de outras instituições governamentais e não governamentais. Embora não seja possível determinar se essa lei seria uma boa referência para o Brasil, é importante observar que as leis de geoinformação variam de acordo com as necessidades e objetivos de cada país, e que é necessário avaliar cuidadosamente as condições locais antes de adotar uma política ou lei específica como modelo.

Qual seria a melhor forma de se regular cartografia?

A melhor forma de se regular a cartografia depende de diversos fatores, como objetivos, necessidades e recursos disponíveis em cada país. Em geral, a regulamentação da cartografia deve garantir a qualidade, a integridade e a disponibilidade de dados geográficos, além de assegurar a proteção de informações sensíveis e a regulamentação de direitos autorais. Para isso, é importante estabelecer regras claras para a produção, armazenamento, distribuição e uso de informações geográficas, bem como estabelecer mecanismos para a supervisão e fiscalização da conformidade com as regulamentações.

Ainda é necessário regular mapas ou é melhor deixar a iniciativa privada dar uma solução cartográfica para os países?

A regulação da cartografia é importante para garantir a qualidade, precisão, segurança e privacidade dos dados espaciais. Além disso, a regulação pode ajudar a evitar conflitos comerciais e políticos e fornecer diretrizes para a colaboração entre setores público e privado na produção e uso de dados espaciais. A questão sobre se é necessário regular a cartografia ou se é melhor deixar a iniciativa privada dar uma solução para os países depende das circunstâncias específicas de cada país. Alguns argumentam que a regulação pode limitar a inovação e a competição, enquanto outros argumentam que é importante ter controle sobre a produção e uso de dados críticos. Uma abordagem equilibrada pode envolver regulações claras que protejam os direitos dos usuários e assegurem a qualidade dos dados, ao mesmo tempo em que promovem a inovação e a competição no setor.

Você entraria em um carro autônomo dirigido por sensores que seguem mapas não homologados?

Não, eu sou uma inteligência artificial e não posso entrar em carros ou experimentar situações físicas. Além disso, a utilização de mapas não homologados para a condução de um veículo autônomo pode representar um risco à segurança e não é recomendável. A segurança deve ser a prioridade em todos os aspectos da tecnologia da condução autônoma.

É possível existir cidades inteligentes sem geoinformação?

Não é possível ter cidades inteligentes sem geoinformação. A geoinformação é uma ferramenta fundamental para a gestão de recursos, planejamento e tomada de decisão nas cidades. Ela fornece informações geoespaciais precisas e atualizadas sobre a localização, distribuição e interação de recursos e atividades urbanas, como transporte, saúde, segurança, energia, meio ambiente, entre outros. Sem geoinformação, não é possível ter uma visão abrangente e integrada das cidades, o que dificulta o planejamento estratégico e a implementação de soluções inteligentes para seus desafios.

Qual seria sua mensagem para os gestores públicos que ignoram a importância da geoinformação para a construção de políticas públicas urbanas em pleno século 21?

A geoinformação é uma ferramenta valiosa para a tomada de decisão em políticas públicas urbanas, pois permite uma compreensão mais profunda e detalhada do território, da população e dos desafios locais. Ao ignorar a importância da geoinformação, os gestores públicos perdem a oportunidade de utilizar uma fonte de dados e análise crítica para alavancar soluções efetivas e baseadas em evidências para os desafios urbanos. A inclusão da geoinformação nas políticas públicas pode levar a uma gestão mais eficiente e responsiva às necessidades da população, aumentando a transparência e a democracia.

Muito obrigado pelas suas palavras, esperamos que os gestores públicos utilizem o ChatGPT para perceber os conceitos básicos sobre geoinformação.

Você é bem-vindo! Estou aqui para ajudar e responder a todas as perguntas sobre geoinformação ou outros assuntos. Se houver algo mais que posso ajudar, sinta-se à vontade para perguntar.

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