Desde quando ainda se chamava DNPM, a Agência Nacional de Mineração consolidou-se como uma referência na produção de conhecimento qualificado em Geologia e Economia Mineral. Contudo, mais do que gerar estudos de alto valor técnico, profissionais da agência, como a superintendente de Economia Mineral e Geoinformação (SEG), Inara Barbosa, também se preocupam em tornar esse conteúdo mais acessível a todos os públicos.
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Uma das formas de alcançar este objetivo são os recursos de Business Inteligence (BIs), como painéis digitais interativos desenvolvidos pela SEG, que traduzem dados brutos em diferentes recursos visuais, como gráficos e mapas. Para Inara, este tipo de iniciativa facilita o entendimento de quem consulta as plataformas, permitindo que o usuário interaja com os dados para fazer comparações e analisar sua evolução ao longo do tempo, por exemplo.
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“Historicamente, a ANM sempre se destacou pela produção de estudos técnicos qualificados. Desde agosto de 2022, os painéis BI da Economia Mineral passaram a complementar essa capacidade, com o objetivo de tornar as informações mais acessíveis, dinâmicas e atualizadas. Enquanto os estudos oferecem análises consolidadas e aprofundadas, os BIs ampliam o uso da informação ao possibilitar uma gestão mais proativa e orientada por dados”, explica.
Atualmente, a SEG conta com três painéis digitais públicos: a Comexmin, que reúne dados do comércio exterior do setor mineral brasileiro, o Observatório da CFEM, que mostra a arrecadação dos royalties da mineração por município e atividade minerária e o AMB Interativo, versão digital do Anuário Mineral Brasileiro, que compila dados estatísticos como produção e comércio de diferentes substâncias.
“O rigor técnico é essencial para garantir a segurança da informação e a confiança no conteúdo apresentado, enquanto a clareza é indispensável para que a mensagem seja compreendida por públicos diversos. Nesse sentido, o objetivo é oferecer informações que sejam, ao mesmo tempo, acessíveis, claras, úteis, tecnicamente confiáveis e relevantes para o público em geral”, explica.
De acordo com Inara, ao organizar grandes volumes de informação em tabelas, gráficos e mapas interativos, os BIs reduzem barreiras técnicas, substituindo planilhas e relatórios complexos por uma navegação intuitiva. “São recursos que transformam uma comunicação unilateral em um diálogo interativo. Isso amplia a transparência, facilita a leitura e fortalece a confiança do público nas informações divulgadas”, encerra.
Por .gov
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

