Google e Apple limitam Maps em Israel. GPS bloqueado no norte

Desde a último dia 24, Google e a Apple desabilitaram a funcionalidade informativa em suas plataformas de navegação e mapeamento, incluindo o Google Maps, Waze e Apple Maps, nos territórios de Israel e na Faixa de Gaza, que atualmente está sob controle da comunidade palestina. Usuários de todo o mundo não podem mais acessar dados de tráfego e aglomeração em tempo real nessas áreas, incluindo as condições do trânsito e a presença de grupos de pessoas em vários locais.

O Google está colaborando com as autoridades locais para evitar o uso indevido de seus serviços por agentes maliciosos durante o recente conflito entre Israel e o Hamas, que começou em 7 de outubro deste ano. Enquanto isso, a Apple removeu essa funcionalidade de seus aplicativos na segunda-feira (23) a pedido das Forças de Defesa de Israel, embora a empresa ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre essa decisão.

Gostou desta notícia? Clique aqui e receba na hora pelo WhatsApp

Leia mais:

Nasce proposta para criar o GPS brasileiro
A Austrália se move muito rápido, GPS estão com problemas
Aprovado na Câmara projeto que obriga GPS a informar locais perigosos

“Como fizemos anteriormente em situação de conflito e em resposta à situação em andamento na região, nós temporariamente desabilitamos a habilidade de ver condições de tráfego ao vivo e informações de movimento em consideração pela segurança de comunidades locais”, diz o texto oficial do Google.

Quem precisa usar os serviços da companhia para ter rotas de acesso a algum lugar ainda recebe as orientações normalmente, mas sem um tempo estimado para chegar ao local ou detalhes como bloqueios de vias, por exemplo.

Concomitantemente, o governo de Israel está implementando um bloqueio de sinais de GPS em grande parte do espaço aéreo norte do país como uma medida de segurança contra possíveis ataques de mísseis do grupo xiita libanês, o Hezbollah. No entanto, essa ação está gerando preocupações quanto à segurança da aviação civil.

De acordo com os cientistas, aviões desaparecem momentaneamente da vista radar em muitas áreas de Israel, especialmente quando sobrevoam as proximidades do Mar Mediterrâneo. Essa situação levanta suspeitas de bloqueio e interferência nos sinais de GPS. Essa prática, conhecida como “spoofing,” representa uma ameaça significativa para a segurança da aviação civil, aumentando o risco de colisões. Apesar de informações da IDF (Forças de Defesa de Israel) indicarem que o bloqueio de GPS está ocorrendo em “zonas de combate ativas, de acordo com diversas necessidades operacionais,” não foi especificada a extensão dessa interrupção de sinal.

A falsificação de sinais de GPS pode não ser uma medida eficaz para proteção contra mísseis de precisão, uma vez que o Hezbollah usa o sistema de navegação russo Glonass, que independe do funcionamento do GPS.

Com informações da Aeroin e Tecmundo

Veja também

Não perca as notícias de geoinformação