Há um mês, satélites já mostravam balsas no Rio Madeira preparando garimpo ilegal

Imagem: Twitter do ministro da Justiça, Anderson Torres (reprodução)

Autoridades brasileiras já tinham, há cerca de um mês, imagens de satélite mostrando a formação da vila fluvial de garimpeiros no Rio Madeira, no município de Autazes (AM), para a exploração ilegal de ouro. As imagens eram provenientes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dos EUA e da Europa. Além dessas, de acordo com César Diniz, coordenador do MapBiomas Mineração, há outras em alta resolução adquiridas pelo governo e feitas todos os dias pela empresa Planet. Segundo ele, a presença de balsas de garimpo no rio, entre Amazonas a Rondônia, é constante, embora nunca tenha havido uma concentração como a atual: “Uma ação criminosa nesse nível demonstra um total desprezo pelas leis e certeza de impunidade”.

Numa operação realizada neste sábado, com a ajuda das Forças Armadas e o Ibama, a Polícia Federal prendeu três garimpeiros e apreendeu ou destruiu mais de 130 balsas, de acordo com informações do próprio ministro da Justiça, Anderson Torres, na sua conta do Twitter, na manhã desta segunda-feira (29). Há ainda relatos que muitos garimpeiros afundaram suas balsas para recuperá-las depois, evitando que fossem queimadas.

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Ambientalistas, no entanto, afirmam que boa parte das cerca de 300 balsas sem licença para garimpo que estavam no rio conseguiu escapar, pois saiu logo após o governador do Amazonas, Wilson Lima, solicitar ao governo federal o envio da Força Nacional de Segurança. Na quinta (25), o próprio vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que uma operação estava sendo planejada.

Suely Araújo, ex- presidente do Ibama e hoje especialista do Observatório do Clima, diz que os operadores dos garimpos não são miseráveis, pois investem em equipamentos, e afirma que a atividade costuma usar trabalho escravo: “As balsas foram retiradas, mas vão voltar”.

Fontes: O Globo, G1 e Jornal Extra

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