IBGE lança base cartográfica vetorial contínua para o RS

Imagem: Base Cartográfica do Rio Grande do Sul – IBGE (reprodução)

No âmbito do Projeto BC 100, que pretende mapear todas as 27 unidades da federação na escala 1:100.000, o IBGE lança hoje (27) a Base Cartográfica Vetorial Contínua para o Estado do Rio Grande do Sul. Este é o quinto estado a ser totalmente mapeado nessa escala, depois de Goiás, Espírito Santo, Sergipe e Distrito Federal.

Em formato livre (Shape File, GeoPackage e dump do banco PostGis), para utilização em Sistemas de Informação Geográfica, e compatível com softwares livres e gratuitos, o mapeamento planimétrico digital fica agora disponível à sociedade no Index de cartas e na Plataforma Geográfica Interativa do IBGE. Seus metadados podem ser encontrados no Catálogo de Metadados do IBGE. A base cartográfica contínua é compatível com os requisitos de precisão do Sistema Cartográfico Nacional (SCN) e adequada aos padrões e normas da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE).

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Para a gerente de Geodésia e Cartografia da Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina, Juliane Silveira, as zonas rurais são as mais beneficiadas por esse mapeamento, pois sofrem com “apagão” de dados: “Vemos um grande benefício para quem necessita de informações das regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Tentamos minimizar esse problema trazendo a mesma densidade de informação tanto para zonas urbanas quanto rurais”.

Na elaboração desse novo produto, o IBGE usou imagens de satélite cobrindo todo o território gaúcho, dados levantados por pesquisas do IBGE, informações de órgãos parceiros e a cartografia oficial gaúcha (Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul em escala 1:25.000, lançada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura).

A modelagem segue norma vigente no sistema de referência SIRGAS2000 e Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais na versão 3.0 (ET-EDGV 3.0), contemplando classes de 13 das categorias de informação previstas: Estrutura Econômica, Energia e Comunicações, Hidrografia, Limites e Localidades, Relevo, Classes Base do Mapeamento Topográfico em Grandes Escalas, Edificações e Sistema de Transporte nas subdivisões Aeroportuário, Dutos, Ferroviário, Hidroviário e Rodoviário.

Para serem visualizados em ambiente SIG, os nomes geográficos são apresentados no formato CSV, que permite usar coordenadas geográficas para localizar todos os nomes geográficos representados por pontos e que integram a base. Além de latitude e longitude, os nomes das listas estão associados às respectivas categorias e classes dos elementos representados.

Segundo Juliana, um dos grandes desafios desse trabalho, programado para começar em abril do ano passado (um mês após o início do home office emergencial no IBGE), foi alterar todo o processo produtivo em função da pandemia: “A BC100_RS foi inteiramente produzida em regime de teletrabalho. Em menos de um mês, adaptamos todo o processo de produção, que ocorria em um banco de dados consolidado dentro da rede do IBGE, para um regime descentralizado, exigindo esforço redobrado da equipe. Esse projeto quebrou paradigmas da produção cartográfica do IBGE”.

Fonte: Agência IBGE

Post Author: Geocracia