IBGE pronto para realizar Censo 2022, em agosto

Censo 2022
Localidades onde foram feitos os testes do Censo 2022 – imagem: IBGE

O IBGE está pronto para ir a campo e realizar o Censo 2022 a partir de 1º de agosto. Este é o resultado do Teste Nacional do Censo Demográfico, divulgado nesta quinta-feira (17), pela Fundação. Realizado entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano em 27 localidades dos 26 estados e do Distrito Federal, o teste avaliou equipamentos, sistemas de coleta, questionários, processo de capacitação de pessoal, captura das coordenadas de GPS e a abordagem mista de coleta em contextos regionais.

O teste cumpriu todas as etapas do Censo 2022, desde o treinamento dos recenseadores, montagem do posto de coleta, pesquisa do entorno, modelo misto de coleta, mobilização dos moradores e comunicação. Nos dias anteriores à coleta, o IBGE realizou a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, que obtém informações sobre infraestrutura urbana, como a existência de calçamento, iluminação pública, rampas para cadeirantes e arborização. Após o recenseamento, foram feiras a supervisão e a Pesquisa de Pós-Enumeração, para avaliar a cobertura e a qualidade da coleta. serviu também para lançar a estratégia de mobilização da sociedade com vistas a atender a pesquisa, que visitará os mais de 70 milhões de domicílios brasileiros.

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“Foi a primeira vez que realizamos um teste para o Censo dessa magnitude, em todas as unidades da federação. Além de testar a operação em campo, o grande objetivo foi mostrar à população os benefícios do Censo e ainda gerar mobilização e dar visibilidade à operação. Isso foi feito com muito sucesso, graças a apoios e parcerias que merecem nosso profundo agradecimento”, ressalta o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Além de coletar dados demográficos das localidades onde foi realizado, o teste também disponibilizou mapas e, pela primeira vez, registrou as coordenadas de todos os domicílios visitados, conforme imagem abaixo. “Os mapas das localidades pesquisadas mostram, de forma clara e objetiva, através dos pontos amarelos, que os recenseadores estiveram em todos os endereços dos setores testados. E revelam também um dos muitos compromissos do IBGE: o cuidado no acompanhamento da operação censitária, da evolução do trabalho dos recenseadores de porta em porta, endereço por endereço”, diz o diretor de Geociências do IBGE, Claudio Stenner.

Os pontos amarelos representam os locais visitados pelos recenseadores em Prosperidade, bairro de São Caetano do Sul (SP).

Teste recenseou totalmente nove municípios

Ao todo, os 250 recenseadores visitaram 59.535 endereços, 39.477 dos quais, domicílios particulares permanentemente ocupados, nas 27 localidades selecionadas para o teste – desde bairros de capitais, como Minas Brasil, em Belo Horizonte (MG), e Tucumã, em Rio Branco (AC), a localidades distantes dos grandes núcleos urbanos, como a comunidade ribeirinha de Novo Remanso, a 200 km de Manaus (AM); o Centro de Bacabal, a 248 km de São Luís (MA); o município de Jardim Olinda, distante 552 km de Curitiba (PA), ou a cidade de Tigrinhos, a nove horas de carro de Florianópolis (SC). Em todas elas, foram aplicados o questionário básico (26 perguntas) e o da amostra (77 perguntas).

“Selecionamos localidades visando aperfeiçoar os processos de coleta, levando em conta as diferentes características regionais do nosso país. Essa operação preparatória só foi possível graças ao engajamento do IBGE e de uma grande rede de parceiros, que envolveu governos locais, entidades públicas, privadas e da sociedade civil, em torno de uma só causa: realizar o censo brasileiro. E, claro, dos moradores que abriram as portas para o IBGE”, agradeceu o presidente do Instituto, Eduardo Rios Neto.

Foram recenseadas 111.184 pessoas– 57.514 mulheres (51,7%) e 53.670 homens (48,3%), sendo os idosos, de 60 anos ou mais, 18.575 pessoas (16,7%). Das 38.371 entrevistas, 98,1% ocorreram na modalidade presencial, 1,3% pela internet e 0,6% por telefone. Para o IBGE a operação foi um sucesso, já que em apenas 2,8% do total de domicílios não foi possível entrevistar os moradores, seja por dificuldades em encontrá-los ou por recusas.

Nove municípios foram totalmente recenseados. Em dois deles, a população diminuiu em relação ao Censo 2010: Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), de 13.237 para 12.304 habitantes, e Jardim Olinda (PR), de 1.409 para 1.391 moradores. Nos demais, a população aumentou: Lajeado (TO) de 2.773 para 3.289 habitantes; Lagoinha do Piauí (PI), de 2.656 para 2.892; Passagem (RN), de 2.895 para 3.099; Capim (PB), de 5.601 para 6.520; Coqueiro Seco (AL), de 5.526 para 5.627; Tigrinhos (SC), de 1.757 para 2.322, e Damolândia (GO) de 2.747 para 2.836.

No Rio, testes do Censo 2022 em favelas, quilombolas e aldeias

Os dados mostram também que havia mais homens do que mulheres em oito localidades, nos distritos de Sucuri, em Cuiabá (MT); Macujê, em Aliança (PE); Ema, em Pindoretama (CE); a localidade de Novo Remanso, em Itacoatiara (AM) e os municípios de Tigrinhos (SC), Jardim Olinda (PR), Lagoinha do Piauí (PI) e Lajeado (TO).

O bairro de Amaralina, em Salvador, teve o maior percentual de mulheres (56,3%) e de idosos (26,0%) entre as localidades recenseadas. Já na localidade de Samambaia, em Brasília, apenas 7,2% da população tinha 60 anos ou mais.

A localidade de Bacabal (MA) teve o maior percentual de entrevistas realizadas pela internet (5,2%), na comparação com as demais localidades. No bairro Vila (Ilha dos Mosqueiro), em Belém, 5,1% também responderam ao IBGE pela internet.

Na localidade de Minas Brasil, em Belo Horizonte (MG), verificou-se a maior taxa de entrevistas por telefone 7,5%, enquanto em Novo Remanso, Itacoatiara (AM), no distrito de Macujê (Aliança-PE) e nos municípios de Passagem (RN), Jardim Olinda (PR) e Tigrinhos (SC), todas as entrevistas foram realizadas presencialmente.

No estado do Rio de Janeiro, além de Paulo de Frontin, o IBGE realizou testes em aglomerados subnormais (favelas) e domicílios improvisados (prédios em construção e barracas) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em terras indígenas e territórios quilombolas de Angra dos Reis e Paraty, no Sul do estado. Os dados dessas localidades, porém, não serão divulgados porque essas comunidades não foram exaustivamente recenseadas. Isso vai acontecer na coleta oficial do Censo 2022.

Fonte: Agência de Notícias IBGE

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