IDE-Sisema ganha camadas para educação ambiental e proteção animal

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Proteção animal: camadas sobre microchip, ONGs e protetores independentes de Minas Gerais (IDE-Sisema – reprodução)

A plataforma pública de georreferenciamento do Estado de Minas Gerais, IDE-Sisema (Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), acaba de ganhar mais cinco camadas de geoinformação – três relativas à proteção animal e duas ligadas à Educação Ambiental. Ao todo, a plataforma oferece 550 camadas com informações geoespaciais sobre vários segmentos socioambientais, como hidrografia, cobertura vegetal, unidades de conservação, geologia, relevo, solo, clima, saneamento básico, fauna doméstica, educação ambiental, regularização e fiscalização ambiental.

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As novas camadas relativas à fauna doméstica irão concentrar informações relacionadas ao número de protetores independentes de animais domésticos em Minas (362 protetores), o quantitativo de ONGs de proteção animal existentes no Estado (72 entidades cadastradas) e os municípios onde atuam. A plataforma irá contar ainda com informações sobre o Programa Estadual de Microchipagem de Animais Domésticos “Conheça seu Amigo”, inicialmente, em 74 municípios e que prevê implantar 63 mil microchips em animais de rua e pertencentes à população de baixa renda. Em contrapartida, os municípios farão a castração dos animais microchipados, cada um deles identificado no Banco de Dados do Estado.

As informações para os novos mapas virtuais foram extraídas do Cadastro Estadual de Entidades de Proteção Animal e de Protetores, implementado em outubro de 2021 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O cadastro pode ser preenchido virtualmente no site da Semad e tem por objetivo identificar e compartilhar os contatos dos protetores e organizações que atuam com bem-estar animal, promovendo maior sinergia entre eles, e também com as ações do Estado relacionadas à proteção da fauna doméstica. Estimativas apontam a existência de 5 milhões de cães e gatos em Minas Gerais.

As novas camadas se juntam a outras sete dedicadas à proteção animal que já eram disponibilizadas na IDE-Sisema: municípios que mantêm convênios assinados junto ao Estado para manejo ético populacional de animais domésticos; número de animais castrados por município conveniado; áreas prioritárias para execução de políticas públicas; estimativas população canina; estimativas felinas, e estimativas totais, que somam cerca de 5 milhões de cães e gatos em Minas Gerais.

Apoio a políticas públicas

Já em termos de Educação Ambiental, as duas novas camadas trazem informações relativas a programas desenvolvidos no âmbito dos processos de licenciamento ambiental e sobre o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis. A IDE-Sisema já disponibilizava quatro mapas virtuais com dados relativos a Programas de Educação Ambiental (PEA): projetos desenvolvidos por entidades ambientalistas; projetos desenvolvidos pelo setor produtivo; municípios com projetos de educação ambiental, e organizações parceiras do Programa AmbientAÇÃO.

Lançado em dezembro de 2021, o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis visa a capacitar educadores por meio da disponibilização gratuita de cursos EAD de Educação Ambiental. A camada disponibilizada apresenta os 70 municípios e as escolas participantes do programa, que conta, atualmente, com 30 atividades práticas, disponíveis a partir da plataforma Trilhas do Saber, universidade corporativa do Sisema.

A camada “Programas de Educação Ambiental” será atualizada mensalmente com dados dos novos empreendimentos com PEAs vinculados a processos de licenciamento ambiental. O banco de dados apresenta informações como CNPJ, município, coordenadas geográficas e dados sobre tipologia e código da atividade licenciada.

Para o subsecretário de Gestão Ambiental e Saneamento, Rodrigo Franco, um dos principais benefícios da inclusão de informações relacionadas à educação ambiental na IDE-Sisema é possibilitar o cruzamento de dados com as mais de 500 camadas já disponíveis na plataforma: “O cruzamento de dados permitirá aos usuários identificar, por exemplo, em qual bacia hidrográfica ou bioma determinado o projeto está inserido e se existem ações de monitoramento, fiscalização ou recuperação ambiental na área de abrangência, entre outras possibilidades de análise territorial e gestão ambiental”.

Para o Superintendente de Gestão Ambiental, Diogo Franco, “as novas informações serão utilizadas para subsidiar a elaboração de políticas públicas regionalizadas e estruturação de ações sinérgicas entre os diversos setores que integram a gestão ambiental do Estado”.

Fonte: Meioambiente.mg

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