Imagens de satélite detectam vazamentos de óleo e gás

óleo e gás
Concentração de metano detectada pela ferramenta Tropomi, do satélite Sentinel-5P, da ESA (imagem: ResearchGate)

Um estudo que acaba de ser publicado na revista Science mostrou pela primeira vez um mapeamento global por imagens de satélite de nuvens de metano — às vezes, com mais de 300 km — oriundas de vazamentos de campos de petróleo e gás. De acordo com a pesquisa, que não conseguiu dados da maior parte da China e do Canadá, os três países com as maiores nuvens identificadas foram Turcomenistão, Rússia e EUA. Os dados foram captados pela ferramenta Tropomi, do satélite Sentinel-5P, da Agência Espacial Europeia (ESA).

O trabalho, que utilizou dados de 2019 e 2020, estima que só os três países com mais nuvens poderiam economizar mais de US$ 10 bilhões se resolvessem os vazamentos — US$ 6 bilhões, no Turcomenistão, US$ 4 bilhões, na Rússia, e US$ 1,6 bilhão, nos EUA. Só a indústria de petróleo e gás foi responsável por 12% dos vazamentos detectados pelo satélite.

Normalmente, o metano vaza de estações de compressão — que mantêm o fluxo e a pressão do gás natural — ou durante operações de manutenção, consertos de válvulas ou tubulações em instalações de petróleo e gás. O fenômeno ocorre também na produção de carvão, em aterros sanitários e na agricultura.

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O monitoramento de vazamentos de metano não é algo novo na indústria de geotecnologia e muitas empresas já realizam o trabalho. A novidade do estudo da Science é o mapeamento global dessas nuvens do gás, um dos mais agressivos em termos de mudanças climáticas. “Já sabíamos sobre vazamentos individuais de gás, mas este trabalho mostra a verdadeira pegada de metano das operações de petróleo e gás em todo o planeta”, explica à BBC News Riley Duren, autor do artigo e CEO da Carbon Mapper, que rastreia emissões de metano.

No ano passado, cerca de 100 países prometeram reduzir as emissões de metano até 2030. Os cientistas engajados no combate às mudanças climáticas acreditam que isso é algo “fácil”, pois trata-se de um gás muito potente, e os vazamentos podem ser interrompidos com relativa facilidade.

Fonte: BBC News

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