Projeto da UFSM selecionado pelo telescópio James Webb

Super telescópio James Webb – imagem NASA (divulgação)

Entre as 250 iniciativas selecionadas pelos operadores do Super Telescópio James Webb, lançado no último dia 24 de dezembro pela NASA, está a do grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. A ideia dos astrofísicos Rogemar André Riffel e Marina Bianchin (ambos da UFSM), Thaisa Storchi-Bergmann e Rogério Riffel (da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS) e da co-investidora Nadia L. Zakamska, da Universidade Johns Hopkins (EUA), é observar três galáxias próximas a um dos buracos negros existentes no espaço, durante este primeiro ano de operação do telescópio.

“A visibilidade que está sendo dada para UFSM e para o grupo de Astrofísica é muito grande, tendo em vista que apenas dois projetos foram selecionados, sendo um do interior do Rio Grande do Sul [o outro foi o de Roderik Overzier, do Observatório Nacional]. Isso já é um motivo de orgulho para todos nós e satisfação em poder mostrar nosso trabalho”, afirma o professor Riffel, complementando que o projeto vai estudar o papel de ventos de gás molecular e da radiação no entorno de buracos negros gigantes no centro de galáxias próximas.

“Essa é uma área de gravidade imensa, em que nada e nem mesmo a luminosidade podem escapar. É como se tudo passasse pelo buraco sumisse e tudo do outro lado que tentasse chegar a luz podem escapar”, conta Marina Bianchin, explicando que qualquer elemento que chegue perto de um buraco negro é esticado e comprimido.

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Parceria entre a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA), o James Webb é o mais poderoso telescópio espacial já construído, custou quase US$ 9 bilhões e vai substituir o Hubble, em funcionamento há 31 anos. Seu espelho de de 6,5 metros de diâmetro coleta uma grande quantidade de radiação infravermelha, o que permite uma observação muito mais detalhada céu profundo. 

O James Webb, agora, vai estacionar a uma órbita de 1,5 milhão de km de altitude, o que o deixará além da Lua, para uma fase de testes de alguns meses. Depois de operacional, o telescópio disponibilizará aos pesquisadores da UFSM, ao todo, cerca de 6 mil horas para o estudo.

Fonte: Diário Santa Maria e G1

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