Nova diretoria do CFT quer valorizar papel do técnico industrial

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Novo presidente do CFT, Solomar Rochembach quer promover importância do técnico industrial – foto: Tiago Zion.

Em evento realizado na semana passada, em Brasília, foi apresentada a nova diretoria do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT). Durante a cerimônia, o novo presidente da autarquia federal, Solomar Rochembach, afirmou que deseja promover a importância da categoria para o desenvolvimento socioeconômico do País e se comprometeu com a união do Sistema CFT/CRTs.

“Somos um sistema unificado. Temos um comprometimento da nossa gestão com um trabalho integrado. O nosso objetivo é a valorização dos técnicos industriais e a proteção da sociedade. Faremos o melhor para os mais de 672 mil técnicos registrados em nossos bancos de dados”, afirmou Rochembach.

O anúncio foi feito no encerramento da Semana do Técnico Industrial 2022, por ocasião do Dia do Técnico Industrial, celebrado no dia 23 de setembro. O evento nacional contou com a participação de convidados especiais, como o filósofo, professor e escritor, Gabriel Chalita, que abordou a formação técnica, o mercado de trabalho e os anseios da sociedade, e Anaely Machado, especialista do Observatório Nacional da Indústria (Senai/CNI), que apresentou estudo projetando o futuro do trabalho industrial no Brasil.

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Segundo Anaely, até 2025, o Brasil terá que qualificar cerca de 9,6 milhões de pessoas em ocupações industriais. Em termos quantitativos, isso significa que três a cada quatro trabalhadores precisarão passar pela formação. Do total, dois milhões com informações iniciais – para repor inativos e preencher novas vagas – e 7,6 milhões com formação continuada.

Ela ressalta o lento crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o baixo crescimento da indústria que não podem ser vistos com pessimismo, mas como um desafio: “A formação continua sendo um fator crítico. Eu chamo muita atenção para essa mensagem, porque para você superar o baixo crescimento que tem sido vivenciado pela economia – em especial, pela indústria –, é preciso pensar em formas de impulsionar. E uma das formas é tendo profissionais mais qualificados”.

Já Chalita citou exemplos da educação técnica no exterio, como a Coreia e a Alemanha, onde se desenvolveu o conceito de uma dimensão prática do ensino que leva o aluno direto ao mercado de trabalho.

O evento, que homenageou dez técnicos industriais por serviços prestados à sociedade, promoveu ainda encontros setoriais para discutir temas relacionados com a fiscalização, ética e conduta profissional, além da apresentação de projetos de destaque indicados pelos conselhos regionais que integram o Sistema CFT/CRTs e palestras e oficinas. As oficinas contaram com a participação de diretores do CFT, conselheiros federais, regionais e técnicos industriais.

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