O geógrafo deve aprender linguagem de programação?

Geógrafo
Programação abre para o geógrafo um mundo de oportunidades – Imagem: Gerd Altmann – Pixabay

Artigo publicado no Blog da Geografia, no último Domingo (29), Dia do Geógrafo, levanta uma questão cada vez mais considerada pelos profissionais da Geografia. Afinal, em um ambiente Geo onde a tecnologia só tende a aumentar, a programação de computador deve fazer parte do aprendizado do geógrafo?

O texto chama a atenção para estudos apontando que pessoas que aprendem uma linguagem de programação tendem a organizar melhor suas ideias e a ter mais criatividade para a resolução de problemas do dia a dia.

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Acompanhe o artigo, abaixo:

Estamos começando a viver em um mundo onde praticamente tudo, desde o fogão até o mais complexo smartphone, tem programação como um de seus pilares. E isso tem forçado profissionais de diversas áreas a aprenderem a programar.

O geógrafo e as novas tecnologias

O geógrafo sempre esteve atento ao uso de tecnologias para a resolução de problemas. Afinal, fazemos uso delas para entender as transformações que ocorrem no espaço.

Além disso, diversos desafios têm se apresentado ao geógrafo, principalmente o desafio de utilizar o raciocínio lógico e ferramentas de programação na análise espacial, elaboração de mapas técnicos.

Saber programar pode gerar a oportunidade de conseguir melhores empregos

É só fazer uma busca no LinkedIn que será possível se deparar com uma surpreende quantidade de empregos na área de geoprocessamento ou análise ambiental que tem como requisito básico o conhecimento das seguintes linguagens de programação e ferramentas computacionais:

  • Python;
  • R;
  • SQL;
  • Google Earth Engine.

Destaca-se que estas linguagens devem vir acompanhadas de um conhecimento básico de sensoriamento remoto, geoprocessamento, entre outros. 

Veja abaixo os requisitos para a contratação de um profissional na área de geotecnologias:

Requisitos e qualificações:

  • Legislação Ambiental;
  • Conhecimentos: Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento;
  • Pacote Office (Excel e Word);
  • Ferramentas ETL – básico;
  • Conhecimentos básicos em Python, R e SQL – desejável;
  • Inglês – mínimo intermediário;
  • Edição, ajustes, análises cartográficas;
  • Experiência em sensores ativos (radar) – desejável;
  • Escrita técnica e elaboração de relatórios técnicos;
  • Graduação: Engenharia de áreas agrícolas (exs: Agronomia, Agrícola, Florestal) e Geografia.

Nota-se que entender programação pode abrir muitas oportunidades de emprego. Além disso, há quem já defenda disciplinas de programação no currículo dos cursos de geografia. O geógrafo Abimael Cereda é um dos que defende essa ideia.

Além disso, quando se tem um conhecimento de uma das linguagens de programação citadas neste artigo, há a possibilidade de o profissional conseguir uma ocupação em qualquer lugar do mundo, pois muitas empresas estão começando a contratar empregados para trabalhar no formato home office.

Neste sentido, as novas tecnologias parecem inaugurar um novo paradigma, onde o conhecimento de linguagens de programação se tornam tão importantes quanto o domínio dos fundamentos básicos da geografia.

Fonte: Blog da Geografia

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