Petrópolis, antes e depois da tragédia

Petrópolis antes e depois da tragédia
Imagem: MapBiomas com Planet/SCCON, do satélite Skysat

A imagem desta semana é a chocante comparação das áreas afetadas pelas fortes chuvas que atingiram Petropolis (RJ), na passada terça-feira (15). Análise das imagens de satélite e a comparação do antes e depois foi realizada pelo MapBiomas, rede dedicada ao monitoramento ambiental, usando dados do Planet/SCCON, do satélite Skysat.

“O que mais impressiona nas imagens é a abrangência do evento. Em geral vemos uma queda de morro, um evento específico. Nesse caso, vemos que se espalhou por várias regiões”, afirma o coordenador do MapBiomas, engenheiro florestal Tasso Azevedo.

Leia também:

O temporal desta semana foi um dos mais fortes de toda a história de Petrópolis, uma região naturalmente exposta a esses fenômenos. A intensidade da chuva chegou a 200 mm por hora, muito mais que os 88 mm por hora registrados em 2011, quando mais de 900 pessoas morreram em toda a região Serrana do Rio. O recorde de quantidade de chuva ainda continua sendo de 2011, com 282 mm, mas em oito horas de chuva. Esta semana, foram 221 mm em apenas quatro horas.

Até agora, mais de 120 corpos já foram encontrados nos 170 pontos de deslizamentos estimados pela Defesa Civil por toda a cidade.

Fonte: G1 e Agência Brasil

Veja também

Infra e Cidades

Geoprocessamento empodera a regularização fundiária em Ubá

A recente experiência de Ubá, um importante polo moveleiro em Minas Gerais, exemplifica a utilidade do geoprocessamento na regularização fundiária. Por meio dessa abordagem, o município não apenas demonstrou a capacidade de modernizar suas práticas administrativas, mas também destacou como a tecnologia geoespacial pode ser empregada para enfrentar desafios complexos

Geo e Legislação

Edmílson Volpi: Mapeando o inferno de Dante, a topografia do tormento

“…descobri-me à borda de insondável e teneboso abismo, do qual subiam brados e infindos ais. Tão escuro, profundo e nebuloso era tal pélago que, por mais aceso eu nele fixasse o olhar, coisa alguma reconhecia”. Esta é a visão que saúda o autor e protagonista Dante Alighieri, no Canto IV