Portugal e Pernambuco, territórios similares

Pernambuco
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Quem se interessa por Geografia já percebeu a semelhança entre o mapa de Portugal e o do Estado de Pernambuco. De fato, não apenas o formato do território é muito parecido, como os tamanhos também. Enquanto Portugal tem 92,2 mil km2, Pernambuco é um pouco maior: 98,1 mil km2. As semelhanças também se estendem à população. Portugal tem 10,3 milhões de habitantes, um pouco mais que os 9,7 milhões de pernambucanos.

Mas, quando o assunto é economia, tudo muda. Portugal tem um PIB cerca de sete vezes maior que o de Pernambuco: US$ 271 bilhões contra US$ 38 bilhões. No PIB per capita, a distância é ainda maior: US$ 39,5 mil para cada português – 10 vezes mais que Pernambuco (US$ 3,9 mil).

Tamanha discrepância acaba se refletindo no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), novamente com vantagem para o país europeu – 0,864 contra 0,727.

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Pernambuco holandês por 24 anos

Curiosamente, Pernambuco já foi uma ‘pedra no sapato’ português. Entre 1630 e 1654, a Holanda controlou aquele território, na mais bem sucedida contrapartida à colonização portuguesa em toda a história do Brasil. Por 24 anos, os holandeses administraram um território que se estendia do norte da Bahia até o Maranhão.

Durante a colonização holandesa, o nordeste brasileiro viveu uma experiência diferente, com Recife ganhando ruas calçadas, saneamento, jardins e a primeira ponte do Brasil, além de monumentos, teatros, instituições de ensino e até um observatório astronômico – benfeitorias só comparáveis ao que viria a acontecer 200 anos mais tarde, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808.

Defensores das liberdade religiosa, os administradores holandeses cancelaram diversas conversões ao cristianismo que tinham sido forçadas pelos portugueses nos anos anteriores. Sob proteção de Maurício de Nassau, muitos judeus portugueses que viviam refugiados na Holanda vieram para o Brasil e, em 1630, foi estabelecida no Recife a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel. Seu primeiro rabino, na prática, o primeiro religioso judeu a chegar no Brasil, foi Isaac Aboab da Fonseca, português nascido em Castro Daire e que, aos sete anos, mudou-se para a Holanda.

Em 1654, com a derrota e expulsão dos holandeses, os judeus do Recife fugiram para o norte e acabaram por se estabelecer na ilha de Manhatan, cidade de Nova York. Hoje restaurada, a sinagoga Kahal Zur Israel funciona como um museu.

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