Pré-COP30: Semas/PA compartilha bases geoespaciais para integrar o planejamento federal

Agência Pará

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) encaminhou a órgãos da União um conjunto de bases geoespaciais atualizadas sobre o território paraense, com o propósito de qualificar o planejamento integrado de políticas federais, especialmente aquelas ligadas a concessões de uso do território e de recursos naturais. As informações, disponibilizadas via Portal Regulariza Pará, buscam alinhar decisões de infraestrutura, energia, mineração e conservação ambiental à realidade territorial do Estado, reduzindo incertezas e prevenindo conflitos de uso.

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Entre os dados compartilhados, estão camadas sobre áreas protegidas definidas por legislações regionais, zonas ambientalmente sensíveis previstas no Zoneamento Econômico-Ecológico, concessões florestais, planos de manejo florestal sustentável, projetos de reflorestamento, servidão ambiental, supressão vegetal, unidades de conservação estaduais e municipais, assentamentos rurais estaduais, territórios quilombolas e territórios pesqueiros. Os conjuntos também foram organizados por região de integração, favorecendo análises multiescalares e a compatibilização com agendas setoriais federais.

Para o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, a iniciativa tem caráter preventivo e transversal. “O diálogo com diferentes setores do planejamento territorial é fundamental para que agendas de infraestrutura, desenvolvimento regional e gestão dos recursos minerais, hídricos e florestais sejam operacionalizadas de forma integrada e transversal. É importante que os órgãos federais considerem os dados geoespaciais do Pará na concepção e planejamento de projetos, como empreendimentos lineares de geração e transmissão de energia, bem como concessões minerárias, evitando conflitos com áreas sensíveis ou com restrições de uso. Essa abordagem preventiva contribui para uma gestão ambiental territorial mais eficiente e evita sobreposições que poderiam comprometer a sustentabilidade dos territórios”, afirma. Ele acrescenta: “É a terceira vez que encaminhamos aos órgãos — 2021, 2023 e agora 2025 —, no entanto, é a primeira em que recebemos retorno institucional. Tenho falado sobre a importância em alguns eventos, sempre com ótimo retorno da plateia”, diz.

Os retornos citados incluem manifestações formais da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em ofício, a Superintendência de Segurança de Barragens e Pilhas de Mineração da ANM parabenizou a Semas e informou que o link do Regulariza Pará foi encaminhado às áreas de Fiscalização Remota de Barragens e de Geoinformação da agência, ressaltando o alinhamento com diretrizes de transparência e cooperação no setor público. Em outra comunicação oficial, a EPE agradeceu a disponibilização dos dados “atualizados e relevantes” para os estudos de planejamento energético e apresentou o Webmap EPE como ferramenta pública e interativa que reúne informações georreferenciadas do sistema energético brasileiro, colocando-se à disposição para cooperação técnica com a Semas.

Segundo a Semas, a abertura e a atualização periódica dessas bases no Portal Regulariza Pará reforçam a transparência, o acesso à informação e a integração entre atores públicos e sociedade. A expectativa é que a integração antecipada de insumos territoriais nos planos setoriais federais reduza sobreposições e litígios a jusante, evitando que o licenciamento ambiental se torne o único palco de resolução de conflitos e contribuindo para decisões mais precisas e sustentáveis em obras e atividades com potencial impacto sobre áreas protegidas e territórios de povos e comunidades tradicionais.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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