Um levantamento atualizado do Serviço Geológico do Brasil indica que quase 5 milhões de pessoas vivem atualmente em áreas de risco geológico no país. O estudo identificou mais de 1,7 milhão de domicílios localizados em zonas suscetíveis a deslizamentos de terra e inundações. Ao todo, foram mapeados 1,8 mil municípios desde o início do programa de monitoramento, em 2012, dos quais 961 apresentam ao menos uma área classificada como de risco.
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Segundo os dados mais recentes, de um total de 17.728 áreas avaliadas, cerca de 5,5 mil foram classificadas como de risco muito alto e aproximadamente 12 mil como de risco alto. Os estados mais afetados são Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, regiões que registram recorrência de eventos associados a chuvas intensas e ocupação urbana em encostas e margens de rios. Entre os principais perigos identificados estão deslizamentos e inundações.
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Cidades com características geográficas complexas e crescimento urbano acelerado aparecem com frequência no mapeamento. Em Juiz de Fora, por exemplo, áreas urbanas situadas entre morros e cursos d’água enfrentam dificuldades de drenagem e ocupação em áreas vulneráveis. Para especialistas do Serviço Geológico, o mapeamento funciona como diagnóstico inicial e precisa ser seguido por políticas públicas de mitigação, incluindo planejamento urbano, obras de drenagem e programas de reassentamento de populações expostas a risco.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

