Enzo Mingroni, do g1 Presidente Prudente e Região, informa que o monitoramento por satélite resultou na aplicação de R$ 4.846.699,38 em multas por crimes ambientais no oeste paulista em 2025. Segundo a Polícia Militar Ambiental, 43 ocorrências de desmatamento ou degradação foram registradas com apoio direto da tecnologia, que identificou a supressão de 123,6 hectares de vegetação nativa, principalmente em áreas de Mata Atlântica e Cerrado.
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A fiscalização é realizada com base nas imagens fornecidas pelo Programa Brasil Mais, que disponibiliza registros diários e mosaicos mensais de alta resolução. O sistema funciona de duas formas: por alertas automáticos, que identificam alterações bruscas na cobertura vegetal, e por análise manual, feita por policiais treinados para detectar mudanças mais sutis, inclusive diferenciando vegetação nativa de plantios exóticos, como eucalipto.
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De acordo com a corporação, a comparação entre imagens atuais e registros históricos tem reduzido as possibilidades de contestação das autuações. Além do material visual, os dados são cruzados com informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), no qual o próprio proprietário declara a existência de áreas de reserva ou vegetação nativa, fortalecendo a base técnica dos autos de infração.
Em 2026, novas ocorrências já foram registradas com apoio do satélite. Em Salmourão (SP), um homem foi multado em R$ 1.595 após a retirada de 0,29 hectare de vegetação em estágio inicial de regeneração. Em Tupi Paulista (SP), uma arrendatária recebeu multa de quase R$ 4 mil por supressão de vegetação em área inserida na zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Aguapeí.
Embora o monitoramento remoto tenha ampliado o alcance da fiscalização, a Polícia Ambiental mantém canais de denúncia para a população, como o telefone 190 e o aplicativo Denúncia Ambiente. Segundo a corporação, a combinação entre tecnologia e participação social tem permitido identificar infrações em áreas de difícil acesso e interromper danos ambientais em estágio inicial.
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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

