O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentará na próxima terça-feira (11), durante a COP30, o Atlas de Risco da Amazônia, resultado de 13 anos de estudos e mapeamentos de áreas de risco geológico e hidrológico. O lançamento ocorrerá no Hub da Amazônia, na Zona Verde do evento, em Belém, e reunirá dados inéditos sobre ameaças naturais agravadas pelas mudanças climáticas, como deslizamentos, enchentes e secas extremas. O trabalho sistematiza informações fundamentais para o planejamento urbano e ambiental dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.
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A publicação destaca o avanço de eventos extremos na região, especialmente o agravamento da estiagem e a redução histórica do nível dos rios, que têm afetado comunidades ribeirinhas e cadeias produtivas locais. O Atlas também propõe uma abordagem integrada entre ciência, gestão pública e participação comunitária, oferecendo subsídios técnicos para políticas de prevenção e adaptação climática. Ao reunir séries temporais, indicadores e mapas temáticos, o documento amplia a capacidade de resposta dos municípios amazônicos frente a riscos cada vez mais complexos.
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O lançamento ocorre no mesmo ano em que a Fundação Heinrich Böll divulgou o Atlas da Amazônia Brasileira, obra que reuniu 58 autores e buscou evidenciar os desafios e as potências socioculturais da região. Com a chegada da COP30 à Amazônia, as duas iniciativas convergem para colocar o território amazônico no centro da agenda global de justiça climática e territorial, evidenciando a necessidade de articular saberes locais, ciência e governança ambiental para enfrentar as transformações em curso.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

