A imagem desta semana é uma prévia do que deverá ser a tão aguardada divulgação das primeiras imagens científicas do telescópio James Webb, da NASA. Nesta quarta-feira, a Agência Espacial americana liberou uma visão infravermelha de estrelas e galáxias capturadas pelo equipamento. Mas ela sequer foi tirada pelas poderosas lentes do telescópio espacial e sim pelo Fine Guidance Sensor (FGS), que serve para buscar e ‘travar’ os alvos que devem ser fotografados.
Trata-se de uma foto sem valor científico ainda e que apresenta até alguns defeitos devido ao movimento de ajuste de posição da câmera. Mesmo assim, o resultado, fruto de 72 exposições por 32 horas, está entre as imagens mais profundas do universo já obtidas. O ‘aperitivo’ dá bem uma ideia do que pode ser o grande lançamento das primeiras imagens pra valer do telescópio James Webb, evento marcado para as 11h30m (horário de Brasília) desta terça-feira (12) e que será transmitido ao vivo em todas as plataformas digitais da NASA – site, app, redes sociais, NASA TV e canal do YouTube.
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Na semana passada, alguns sites noticiaram que, ao verem pela primeira vez as imagens principais do telescópio James Webb, alguns cientistas da NASA se emocionaram. Thomas Zurbuchen, que lidera os programas científicos da agência, confessou ter ficado admirado e que quase chorou ao ver as primeiras fotos tiradas pela espaçonave. “É realmente difícil não olhar para o universo sob uma nova luz e não ter um momento que seja profundamente pessoal. É um momento de emoção em que você vê a natureza, de repente, liberando alguns de seus segredos”, disse.
A vice-administradora da NASA, Pam Melroy, afirmou ter ficado impressionada com as imagens que Webb produziu até agora: “O que eu vi me comoveu, como cientista, como engenheira e como ser humano”. Entre as imagens que que serão reveladas na próxima terça-feira, está, nas palavras do administrador da agência, Bill Nelson, “a imagem mais profunda já feita do universo”.
Fonte: NASA e Olhar Digital