Infra e Cidades ISSN 3086-0415

Mongaguá amplia uso de geotecnologias para monitorar ocupações e áreas de risco

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A Prefeitura de Mongaguá, estado de São Paulo, ampliou o uso de sistemas de geotecnologia voltados ao monitoramento territorial e à prevenção de riscos urbanos. Técnicos das áreas de Defesa Civil e Meio Ambiente participaram, no último dia 29 de abril, de uma oficina promovida pelo Instituto Geográfico e Cartográfico, em Praia Grande, com foco em ferramentas aplicadas à gestão municipal. A iniciativa ocorre em um contexto de crescente pressão sobre áreas ambientalmente sensíveis da Baixada Santista, especialmente em municípios sujeitos a ocupações irregulares, encostas vulneráveis e expansão urbana em zonas de preservação.

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Os sistemas utilizados pela administração municipal permitem transformar o território em uma base integrada de dados espaciais. Entre as tecnologias empregadas estão o monitoramento por satélite para identificação de alterações no solo, sistemas de perfilamento a laser capazes de mapear relevo com precisão centimétrica e plataformas metropolitanas de gestão habitacional. Na prática, os recursos permitem cruzar informações sobre áreas habitadas, cobertura vegetal, relevo e infraestrutura urbana, auxiliando o poder público na identificação de novas construções em áreas de preservação e no acompanhamento de mudanças territoriais associadas a riscos ambientais.

A adoção desse tipo de infraestrutura territorial digital tem impacto direto sobre o planejamento urbano e a atuação preventiva da Defesa Civil. Em municípios litorâneos como Mongaguá, onde a ocupação do solo convive com áreas de Mata Atlântica, zonas alagáveis e regiões sujeitas a deslizamentos, a produção contínua de dados espaciais passou a integrar decisões relacionadas a fiscalização, licenciamento e ordenamento territorial. Segundo a gestão municipal, o objetivo é reduzir o tempo de resposta diante de situações críticas e antecipar cenários associados ao período de chuvas intensas.

📊 Leitura territorial (Geocracia IA): “Descreva tudo o que você encontrar em Mongaguá.” Foi exatamente essa solicitação feita pelo geocrata João Cardozo à Geocracia IA durante uma análise territorial sobre o litoral sul paulista. Em segundos, a plataforma delimitou automaticamente a Área de Interesse (ADI) do município de Mongaguá e iniciou o cruzamento de dezenas de camadas oficiais ligadas a meio ambiente, fundiário, infraestrutura, mineração, política territorial e ocupação urbana. A leitura identificou desde setores censitários, bairros e rodovias até processos minerários ativos, imóveis rurais cadastrados e áreas ambientalmente protegidas, organizando todas as informações diretamente sobre o mapa.

🌳 Na camada ambiental, a plataforma localizou duas importantes Unidades de Conservação que incidem sobre o território municipal: o Parque Estadual da Serra do Mar e a APA Marinha do Litoral Centro. O sistema também identificou 13 áreas de florestas públicas, nove polígonos de vegetação mapeados pelo IBGE e 136 imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A leitura territorial mostrou ainda a presença de quatro Terras Indígenas Guarani que intersectam o município, incluindo Tenondé Porã, Guarani do Aguapeu, Rio Branco Itanhaém e Itaóca, revelando a sobreposição entre conservação ambiental, ocupação tradicional e expansão urbana no território.

⛏️ A análise também apontou a existência de 15 processos minerários ativos no município, ligados principalmente à exploração de granito, areia e migmatito, além de identificar trechos ferroviários, rodovias federais, cursos e massas d’água monitoradas pela ANA. No campo urbano e demográfico, a Geocracia IA organizou automaticamente informações sobre população, renda, domicílios e os 15 bairros oficiais de Mongaguá, permitindo visualizar como infraestrutura, ocupação urbana e áreas sensíveis se distribuem espacialmente dentro do município.

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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

GCNEWS Publicação editorial da Geocracia — ISSN 3086-0415.

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