O Governo dos Açores apresentou uma nova geração de dados geoespaciais produzida com cobertura aerofotogramétrica e levantamento LiDAR em todas as ilhas. O projeto ARTEAC recebeu investimento de 724,2 mil euros, cofinanciado pelo programa AÇORES 2030, e pretende ampliar o uso de informação territorial pela administração, empresas, universidades e cidadãos.
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As ortoimagens foram captadas em 2024 e têm resolução inferior a oito centímetros por píxel, a mais detalhada já produzida para o arquipélago. O nível de precisão permite observar e medir edificações, vias, cobertura vegetal e feições costeiras com maior rigor do que nas bases anteriormente disponíveis.
O levantamento LiDAR acrescenta uma representação tridimensional das superfícies, da topografia e das infraestruturas. Cerca de um terabyte de dados, além de modelos digitais de elevação e de superfície, será integrado ao centro nacional de dados da Direção-Geral do Território e disponibilizado por visualizadores, serviços de consulta e mecanismos de descarregamento.
Na prática, as novas bases podem apoiar cadastro, planejamento urbano, redes de drenagem, gestão florestal, simulação de cheias, análise de riscos geológicos e acompanhamento da erosão costeira. Em ilhas sujeitas a encostas íngremes, eventos extremos e pressão sobre faixas litorâneas, a atualização espacial reduz a distância entre diagnóstico técnico e decisão local.
A abertura dos dados amplia as possibilidades de reutilização, mas também exige metadados, atualização periódica e coordenação entre serviços regionais e municípios. O valor territorial do investimento dependerá da incorporação das camadas aos procedimentos administrativos e da capacidade de converter precisão cartográfica em prevenção e planejamento público.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

