A Prefeitura de Camaragibe, em Pernambuco, iniciou o mapeamento do território municipal com drones para atualizar o cadastro imobiliário e apoiar o planejamento urbano. Os trabalhos começaram nos condomínios de Aldeia e são conduzidos pelas secretarias de Políticas Urbanas, Habitação e Meio Ambiente e de Finanças.
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Em algumas etapas, as equipes precisarão acessar condomínios, fazendas, chácaras e grandes propriedades. O município informou que os profissionais estarão identificados e portarão carta de autorização, além de solicitar a colaboração de moradores, síndicos, administradores e proprietários.
A atualização pode reduzir diferenças entre a ocupação observada e os registros usados na gestão municipal. Informações mais precisas sobre edificações, lotes e expansão urbana podem subsidiar drenagem, mobilidade, regularização, fiscalização do uso do solo e prestação de serviços em áreas de crescimento disperso.
Como o levantamento também interessa à administração tributária, a prefeitura precisa separar com clareza as finalidades de planejamento, cadastro e eventual revisão fiscal. Informar cronograma, empresa responsável, dados coletados, critérios de acesso e canais de verificação ajuda a reduzir conflitos e a prevenir a entrada de pessoas não autorizadas em propriedades particulares.
O uso de drones em ambiente urbano exige ainda procedimentos para proteção da privacidade e armazenamento seguro das imagens. A legitimidade do mapeamento dependerá da capacidade de oferecer dados atualizados ao planejamento público sem transformar a captura territorial em uma operação opaca para os moradores afetados.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

