Groenlândia e Antártida perderam juntas 11,309 trilhões de toneladas métricas de gelo no período reunido pelo estudo, volume equivalente a 12,5 trilhões de toneladas no sistema usado pelo título da reportagem. A transferência dessa massa para o mar acrescentou cerca de 3,1 centímetros ao nível médio dos oceanos e elevou a linha de base das inundações costeiras.
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A estimativa reúne 42 avaliações independentes de balanço de massa produzidas a partir de 27 missões de satélite. Os registros cobrem intervalos diferentes e chegam até 2023, permitindo combinar medições de gravidade, altitude e velocidade do gelo em uma série coerente para as duas grandes camadas polares.
A Groenlândia perdeu cerca de 6,2 trilhões de toneladas métricas entre 1972 e 2023. Na Antártida, a perda chegou a 4,78 trilhões desde 1979, equivalente a 13,3 milímetros de elevação do mar. O levantamento atribui 84% do total ao desequilíbrio dinâmico, quando geleiras descarregam gelo no oceano mais rapidamente.
Uma desaceleração observada entre 2020 e 2023 não foi interpretada como reversão da tendência. Para cidades litorâneas, portos e ilhas baixas, centímetros adicionados ao nível médio ampliam a altura alcançada por marés e tempestades, mesmo quando a transformação ocorre a milhares de quilômetros da costa afetada.
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O conjunto não prevê sozinho a velocidade futura da elevação, mas oferece uma referência observacional comum para avaliar a contribuição das regiões polares. A reportagem é de Carlos Emanoel Freires dos Santos, publicada pelo Terra sob licença da Catraca Livre.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.




