Infra e Cidades ISSN 3086-0415

Rede elétrica decide onde a nova indústria brasileira poderá crescer

A capacidade da rede elétrica define onde siderurgia e data centers podem ser instalados no Brasil entre 2029 e 2039.

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A capacidade da rede elétrica passou a condicionar onde projetos de siderurgia, minerais críticos e data centers podem ser instalados no Brasil. Um estudo do Instituto E+ cruza polos produtivos, tensão das redes, expansões planejadas e demanda projetada para o período de 2029 a 2039.

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Nos polos de terras raras, Araxá aparece conectado a uma rede de 345 quilovolts capaz de sustentar operações de maior porte. Catalão, Minaçu e Paracatu contam com redes de 138 quilovolts, adequadas a projetos menores, mas insuficientes para uma expansão intensiva sem novos investimentos.

A produção de aço verde explicita a escala do desafio. Uma planta de 7 milhões de toneladas exigiria 4,4 gigawatts, além de 3,8 gigawatts em fontes renováveis; entre os polos avaliados, Marabá e Itabira dispõem atualmente de conexão em 500 quilovolts.

A mesma restrição aparece nos data centers. Campinas está associada a redes de 500 quilovolts, enquanto conexões de 138 quilovolts limitam outras áreas; em Fortaleza, a diferença entre redes de 230 e 69 quilovolts também interfere no porte possível dos empreendimentos.

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O estudo propõe mapas públicos de capacidade e parcerias para ampliar a subtransmissão, aproximando política industrial e planejamento energético. A análise é de José Eduardo Barella, em reportagem publicada pelo NeoFeed.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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GCNEWS Publicação editorial da Geocracia — ISSN 3086-0415.

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