A movimentação do gado brasileiro ainda percorre sistemas que não identificam, de forma integrada, a situação ambiental das propriedades de origem e destino. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura propõe conectar o Cadastro Ambiental Rural à Guia de Trânsito Animal para responder, no curto prazo, às exigências de rastreabilidade que alcançam a pecuária.
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As duas bases registram dimensões diferentes do território produtivo. A GTA acompanha o deslocamento entre estabelecimentos; o CAR contém o perímetro declarado das fazendas. Juntas, poderiam confrontar a rota do rebanho com áreas embargadas, reservas ambientais e alertas de desmatamento. A matéria cita um rebanho estimado em 225 milhões de cabeças em 2026.
O estudo examinou Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e São Paulo. Entre esses estados, apenas o Pará condiciona a emissão da GTA à regularidade do CAR de origem. Nas demais unidades, consultas preventivas ou operacionais não necessariamente impedem o transporte.
Fazer as bases conversarem exigiria mais do que uma conexão técnica. Normas estaduais, verificação das coordenadas dos estabelecimentos e grupos de trabalho entre defesa agropecuária e meio ambiente teriam de definir finalidade, responsabilidade e condições de compartilhamento compatíveis com a LGPD e com a segurança jurídica da cadeia.
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A integração é apresentada como ponte até a conclusão do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, prevista para o fim de 2032. Se adotada, pode ampliar a visibilidade de fornecedores indiretos e diferenciar os estados pela capacidade de comprovar a origem da produção. A reportagem foi publicada pela MundoCoop em conteúdo adaptado da Globo Rural.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.





