Seis tipos de floresta identificados pela composição e pela estrutura das copas alteram a forma de localizar prioridades de conservação na Amazônia peruana. O estudo, liderado pela Universidade Nacional da Austrália e publicado na Nature Communications, relacionou atributos da vegetação à distribuição das aves em vez de tratar toda cobertura florestal como equivalente.
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Sensores hiperespectrais e a laser instalados em aeronaves mediram sete características das copas, entre elas nutrientes, teor de água e compostos vegetais. As assinaturas permitiram classificar as florestas e sobrepor a elas a área de ocorrência de cerca de 1,3 mil espécies de aves.
As respostas mudam conforme a paisagem. Espécies de florestas alagadiças do norte tendem a ser maiores e mais longevas; aves das formações montanhosas andinas aparecem mais expostas à fragmentação e às variações de temperatura e umidade. Em altitude, desmatamento, mineração ilegal e agropecuária acrescentam pressões sobre os habitats.
A consequência territorial é direta: proteger extensões semelhantes em lugares distintos não assegura as mesmas funções ecológicas. A escolha de áreas prioritárias pode considerar o tipo de copa, a posição no relevo e os grupos de aves dependentes dessas condições, além da quantidade de floresta mantida.
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O levantamento aéreo amplia a área observada, mas não encerra a interpretação. Relações entre estrutura florestal, presença das espécies e ameaça humana ainda precisam ser verificadas com dados ecológicos e trabalho de campo. A reportagem do Capital Política apresenta o método como apoio para decidir onde investigar e manejar, não como substituto da pesquisa local.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.




