O Governo do Estado da Bahia lançou o Atlas Bioenergia Bahia, estudo que consolida o mapeamento e a quantificação do potencial técnico de aproveitamento energético de resíduos agrícolas, urbanos, pecuários e industriais. A iniciativa reúne dados sobre cadeias produtivas relevantes no estado, incluindo os setores sucroenergético e de papel e celulose, e apresenta os resultados por meio de mapas georreferenciados e interativos, disponíveis em português e inglês.
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O levantamento identifica oportunidades para conversão da biomassa em diferentes vetores energéticos, como biogás, biometano, hidrogênio e eletricidade. A análise considera fontes como resíduos agrícolas — incluindo culturas como cana-de-açúcar, soja e cacau —, dejetos da pecuária, resíduos sólidos urbanos e efluentes industriais. A proposta é ampliar o uso energético desses materiais, tradicionalmente subutilizados, dentro de uma lógica de reaproveitamento e redução de impactos ambientais.
Os dados foram estruturados a partir de informações de órgãos oficiais, referências técnicas e visitas de campo. O atlas permite visualizar o potencial energético por município, segmentado por tipo de resíduo e cadeia produtiva. A ferramenta também apresenta análises setoriais que indicam regiões com maior capacidade de geração, contribuindo para orientar decisões de investimento e planejamento energético no estado.
A elaboração do estudo envolveu cooperação entre a Secretaria de Infraestrutura e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, além da Companhia de Gás da Bahia e instituições de pesquisa como o SENAI Cimatec e o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo. A articulação entre governo, academia e setor produtivo buscou integrar dados técnicos e conhecimento aplicado na construção do diagnóstico.
Com a consolidação dessas informações, o atlas insere a bioenergia como componente relevante na diversificação da matriz energética baiana, ao lado das fontes solar e eólica já estabelecidas. O estudo também indica possíveis contribuições para a economia circular, a mitigação de emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento regional, ao associar a geração de energia ao aproveitamento de resíduos distribuídos pelo território.
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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

