O Banco Mundial aprovou um crédito concessionário de US$ 35 milhões para apoiar o Uzbequistão na modernização da sua infraestrutura nacional de dados geoespaciais. O projeto, que contará ainda com US$ 5,7 milhões em contrapartida do governo uzbeque, busca digitalizar os serviços públicos e promover o desenvolvimento territorial sustentável, em resposta aos desafios de urbanização acelerada e déficit de informações atualizadas sobre o uso do solo e da infraestrutura.
Mais de 50% da população uzbeque já vive em áreas urbanas — um processo que pressiona fortemente os sistemas de transporte, água, energia e serviços públicos. No entanto, a ausência de dados detalhados sobre infraestrutura e ocupação do território dificulta o planejamento urbano, limita o uso eficiente da terra e desencoraja investimentos privados. O setor empresarial enfrenta dificuldades para identificar riscos, avaliar áreas de interesse e planejar negócios sem acesso a informações geográficas confiáveis e padronizadas.
O projeto se apoia na base legal criada em 2021, quando o país instituiu a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (NSDI). A iniciativa prevê avanços como a criação de um geoportal nacional, a padronização de dados, a instalação de três novos centros de dados e a atualização do sistema nacional de informações fundiárias (UzKAD). Em nível regional, serão implantadas 80 estações de referência GPS e realizado um piloto em Samarcanda, com a construção de um modelo urbano 3D e a implementação de um cadastro detalhado de infraestrutura.
De acordo com Tatiana Proskuryakova, diretora do Banco Mundial para a Ásia Central, o projeto representa uma oportunidade decisiva para o Uzbequistão consolidar sua transformação digital. “Já houve avanços importantes, mas ainda há espaço para fortalecer o compartilhamento de dados, completar mapas cadastrais e ampliar a capacidade técnica das autoridades regionais”, afirmou.
A execução ficará a cargo da Agência de Cadastro do Ministério da Economia e Finanças, entre 2025 e 2030. A expectativa é que, ao melhorar a qualidade das informações sobre terra e propriedade, o país aumente a segurança fundiária, facilite o acesso a serviços públicos e crie condições mais favoráveis à atração de investimentos, impulsionando seu crescimento econômico.

