Rodrigo Viga Gaier, da Reuters, em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, relata que o BID identificou entre 15 e 20 projetos brasileiros de minerais críticos e terras raras com potencial para financiamento. O banco avaliou cerca de 50 iniciativas e espera aprovar a primeira operação no país em 2027.
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Os projetos estão distribuídos por diferentes regiões, com presença em Minas Gerais e no Norte. Segundo o diretor do BID Invest Juan Parodi, o Brasil aparece como o segundo país em reservas de terras raras, atrás da China, embora apenas 30% do território tenha sido mapeado geologicamente. O dado reforça tanto o potencial quanto a incerteza sobre a localização dos recursos.
O BNDES também abriu instrumentos de apoio, mas a falta de garantias firmes é apontada como barreira. Entre as alternativas discutidas estão um fundo garantidor, o uso do Fundo de Garantia à Exportação e estruturas de financiamento de projeto. Cada mineral exige tecnologia, escala industrial e arranjos financeiros próprios.
A eventual liberação de crédito produzirá efeitos concentrados nos municípios que receberem minas, estradas, energia e instalações de beneficiamento. A cadeia pode alterar demanda por água, uso do solo, arrecadação e emprego, além de pressionar licenciamento e serviços locais. Esses efeitos não aparecem quando a análise fica restrita ao valor nacional das reservas.
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A seleção dos projetos deverá mostrar se o financiamento incluirá dados de base ambiental, consulta às populações atingidas e planos para infraestrutura e fechamento das operações. Sem esses critérios, o risco é antecipar capital para a extração antes de estruturar governança nos territórios. O desafio é relacionar a política mineral às capacidades reais de estados e municípios.
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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

