A plataforma GeoRedus, iniciativa do Centro de Estudos da Metrópole (CEM-USP) em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos, passou a integrar dados de mobilidade urbana e de emergências climáticas ao seu painel de indicadores. A coordenadora do projeto, Mariana Giannotti (Escola Politécnica/USP), destaca que o diferencial é a granularidade intraurbana: além de população, infraestrutura, educação e saúde, a ferramenta permite visualizar dados desagregados dentro do perímetro urbano, apoiando diagnósticos e decisões baseadas em evidências para todos os 5.571 municípios brasileiros.
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Segundo Giannotti, o novo recorte de mobilidade começa com variáveis disponíveis no OpenStreetMap — como a infraestrutura cicloviária — e com recortes do Censo transformados em indicadores de interpretação direta para gestores. A curadoria é feita em diálogo com administrações municipais para padronizar fontes e tornar comparáveis informações que, até aqui, costumavam aparecer dispersas em diferentes sistemas.
Na frente climática, o foco está na base para mapeamento de risco e resposta a eventos extremos. A equipe trabalha para consolidar iniciativas existentes e lançar novas variáveis antes da COP, com uma meta mais ampla: disponibilizar uma versão expandida da plataforma até maio de 2026. Em paralelo, a GeoRedus prepara um edital para selecionar quatro municípios-piloto que poderão hospedar e publicar suas próprias bases, usando o ambiente como geoportal para gestores e para a sociedade.
Além da expansão temática, o projeto desenvolve funcionalidades de apoio com inteligência artificial para facilitar a consulta e a leitura dos indicadores pelos tomadores de decisão. O nome reflete a ambição: “GeoRedus” combina a Rede de Desenvolvimento Urbano Sustentável com o conceito de geoportal, mirando a viabilização de políticas públicas informadas por dados, com transparência e comparabilidade entre cidades.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

