Marcos Filipe Sousa, em artigo publicado pela Agência de Notícias do IBGE, informa que o instituto passou a representar formalmente as montanhas em seu novo mapa nacional do relevo. Divulgado em 29 de outubro, o levantamento identifica essa classe em 20 estados e substitui a denominação Depressões por Superfícies Rebaixadas. A mudança reorganiza a leitura das grandes formas do território brasileiro.
Entre no canal do WhatsApp da GeocraciaO Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo divide o país em cinco classes: Montanhas, Planaltos, Superfícies Rebaixadas, Tabuleiros e Planícies. É a primeira aproximação cartográfica nacional construída a partir do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo. Cerca de 70 especialistas participaram do trabalho, que reúne IBGE, Serviço Geológico do Brasil, União da Geomorfologia Brasileira e universidades. Uma nota metodológica acompanha o produto.
As Superfícies Rebaixadas ocupam 47,9% do território, enquanto os Planaltos abrangem 37,6%. A distribuição regional ajuda a perceber contrastes: as primeiras predominam no Norte e no Nordeste; no Sul, os Planaltos alcançam 77,8% da área. O Centro-Oeste apresenta a maior proporção regional de Planícies, influenciada pelo Pantanal. Esses recortes permitem comparar conjuntos de relevo que atravessam limites municipais e estaduais.
As Montanhas correspondem a 1,9% do país e foram reconhecidas por critérios de forma, amplitude altimétrica e declividade. Minas Gerais concentra 37,3% da extensão dessa classe, seguido pela Bahia, com 15,8%. Já a expressão Superfícies Rebaixadas procura explicitar uma posição topográfica relativa, evitando a associação automática de Depressões a crateras, cavidades ou áreas necessariamente situadas abaixo do nível do mar.
A IA pode cometer erros. Consulte as fontes e a matéria original.
Já conversou com o território hoje? Experimente a Geocracia.ai
Disponíveis para download no portal do IBGE, o mapa e sua metodologia destinam-se a pesquisadores, gestores, profissionais de planejamento e ensino. A repercussão territorial está na adoção de critérios compartilhados para descrever paisagens e comparar estudos. O instituto prevê aprofundamento da classificação e incentiva contribuições; análises locais dependerão de mapeamentos mais detalhados, objetivo também apontado pelos responsáveis pela publicação.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.


