Países europeus voltam a tratar infraestrutura civil, fronteiras e preparação da população como parte da segurança territorial. A mudança ocorre sob o impacto da guerra na Ucrânia e de ameaças híbridas capazes de atingir serviços essenciais sem uma ofensiva militar convencional.
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Em 15 de setembro, a Otan revisou requisitos de resiliência que envolvem governo, sociedade e empresas. As áreas citadas incluem energia, transportes, comunicações, saúde, alimentos e água, setores cuja interrupção pode produzir efeitos simultâneos em diferentes regiões.
Ataques cibernéticos, drones, sabotagem e pressão sobre instalações críticas ampliam o alcance do planejamento defensivo. Portos, pontes, redes elétricas e corredores logísticos deixam de ser avaliados apenas por eficiência econômica e passam a incorporar continuidade operacional e capacidade de recuperação.
A preparação não equivale à previsão de uma guerra inevitável. Territorialmente, ela exige identificar dependências, rotas alternativas, estoques e responsabilidades antes de uma crise, evitando que a falha de um único nó interrompa serviços muito além da área diretamente atingida.
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O texto destaca a adoção de uma abordagem que envolve governos e sociedade, sem reduzir a segurança à ação militar. A análise é de Marcelo Barros, em artigo publicado pelo Defesa em Foco.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.




