Belém sediou, de 30 de setembro a 2 de outubro de 2025, o primeiro encontro no Brasil dedicado à Missão Biomass, da Agência Espacial Europeia (ESA). Realizado no auditório do Inpe Amazônia, no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, o evento reuniu especialistas do país e do exterior para discutir cooperação, dados e aplicações de Observação da Terra com foco na Amazônia.
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Lançada em abril, a Missão Biomass colocou em órbita o primeiro radar de banda P, capaz de atravessar nuvens e copas para estimar biomassa e estoques de carbono com maior precisão. A programação combinou sessões técnicas da ESA, painéis com pesquisadores da região e estudos sobre sensoriamento por radar e integração com sistemas nacionais de monitoramento florestal, visando qualificar o uso dos dados em agendas como combate ao desmatamento e balanço do carbono.
A iniciativa é fruto de parceria entre ESA, Inpe e AEB, com apoio da Selper Brasil, do PCT Guamá e da Fundação Guamá. Além das palestras, houve treinamentos práticos de acesso aos dados e demonstrações de fluxos de trabalho, aproximando laboratórios, órgãos ambientais, empresas e ONGs das aplicações operacionais do radar orbital.
Como síntese do encontro, Luís Sadeck — doutor em Ciências Ambientais pela UFPA e atualmente dedicado ao desenvolvimento de rotinas automáticas para o DETER Amazônia — avaliou: “O primeiro turno foi muito estimulante, sobretudo pela apresentação do CBERS-6 com câmera SAR, que abre novas perspectivas para os projetos do programa BiomasBR do INPE. Entendemos melhor o escopo da missão Biomass da ESA, que nos fornecerá um panorama robusto da biomassa terrestre via radar de banda P. Vimos trabalhos com diferentes bandas e aplicações, e o treinamento de acesso e uso dos dados deu base sólida para os primeiros testes. No segundo dia, os projetos acadêmicos e de mercado — inclusive em crédito de carbono — mostraram maturidade, e a prática com dados do SEPAL se revelou bastante objetiva e intuitiva.”
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

