Uma constelação nacional de 44 pequenos satélites foi desenhada para comunicação, coleta de dados e observação da Terra, mas ainda não dispõe dos recursos necessários para sair das etapas de desenvolvimento e demonstração. O projeto BRASSAT, da Visiona, combina usos civis e estratégicos sem cronograma fechado para a implantação completa.
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A configuração proposta reúne 24 unidades voltadas a comunicação e Internet das Coisas, 16 destinadas ao monitoramento sistemático e quatro para observação de áreas específicas em alta resolução. O grupo de monitoramento teria capacidade de cobrir o território brasileiro a cada cinco dias, com resolução de 2,5 metros.
A frequência de revisita poderia sustentar acompanhamento agrícola, fiscalização ambiental, resposta a desastres, segurança pública e missões de defesa. Lavouras, florestas, fronteiras e instalações críticas passariam a contar com observações mais regulares, desde que a infraestrutura prevista seja efetivamente implantada e operada.
Autonomia espacial não se resume a equipamentos em órbita. Estações de solo, processamento, contratação pública, manutenção e reposição dos satélites também precisam ser financiados. A experiência acumulada pela Visiona com o SGDC-1 e o VCUB1, cuja missão terminou em 2025, não elimina a necessidade de uma política de longo prazo.
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A empresa pretende buscar recursos do FNDCT para o desenvolvimento tecnológico e uma constelação-piloto. Não há confirmação de financiamento integral nem contrato para colocar todas as unidades em operação; cobertura e resolução permanecem metas, não serviços disponíveis. A análise é de Marcelo Barros, em artigo publicado pelo Defesa em Foco.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.




