Brasão de armas de Samarcanda
Alessandro Di Lorenzo e Bruno Capozzi trouxeram, pelo Olhar Digital, que enquanto Estados Unidos e China duelam por Lua e Marte, o Uzbequistão acelera para entrar no clube das potências espaciais. O país sediará em 2028, em Samarcanda, o maior encontro da indústria espacial do mundo, com a promessa de uma “cidade espacial” para experiências imersivas.
Receba todas as informações da Geocracia pelo WhatsApp
A expectativa é atrair mais de 10 mil participantes, incluindo agências como NASA, ESA e Roscosmos, além de líderes do setor privado. O movimento ganha tração desde a criação da agência Uzbekcosmos, em 2019, que vem redesenhando a política espacial nacional.
Em 2024, a Uzbekcosmos ampliou o monitoramento por satélite de alta resolução e o uso de geoinformação em áreas como ecologia, geologia, agricultura e silvicultura, identificando mais de 100 mil possíveis irregularidades no território. Paralelamente, o governo consolidou bases jurídicas e institucionais para o setor, com novas leis e decretos que estruturam as atividades espaciais e introduzem sistemas de radar voltados à estabilidade sísmica de reservatórios, além de diretrizes para integrar tecnologias aeroespaciais à economia real.
Nos próximos três anos, o plano é expandir a educação e a consciência pública sobre espaço, envolvendo universidades, ministérios e empresas privadas em projetos e inspirando jovens a seguir carreiras em ciência e tecnologia. Para ganhar escala, o país intensificou a cooperação internacional, firmando parcerias e memorandos com China, Japão, Turquia, Azerbaijão e outros. Ao se posicionar como anfitrião de um megaevento e hub de inovação, o Uzbequistão busca transformar a disputa entre EUA e China em janela de oportunidade para projetar influência tecnológica e econômica na nova economia espacial.
Para acessar a matéria original, clique aqui.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

