O Governo da Paraíba lançou a plataforma BioInova, iniciativa voltada ao mapeamento do estoque de carbono e da biomassa aérea no território estadual. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba, e apresentado em evento no Instituto Nacional do Semiárido, em Campina Grande. A proposta é organizar e disponibilizar dados ambientais estratégicos para diferentes usos, incluindo planejamento público e iniciativas privadas.
Receba todas as informações da Geocracia pelo WhatsApp
A plataforma reúne informações obtidas por meio de levantamentos de campo, imagens de satélite e ferramentas de inteligência artificial. Os dados permitem estimar a capacidade de captura e armazenamento de carbono da vegetação em diferentes regiões do estado, com detalhamento por município. O acesso público às informações busca ampliar a transparência e apoiar decisões baseadas em evidências no campo ambiental.
Além do mapeamento, o sistema incorpora conteúdos voltados à economia ambiental, com informações que podem orientar a participação de empresas e instituições no mercado de carbono. A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento desse mercado, impulsionado por demandas relacionadas à mitigação das mudanças climáticas e à compensação de emissões.
Quero meu exemplar de Direito Administrativo Geográfico
Quero meu exemplar de Direito Ambiental Geográfico
Segundo o governo estadual, a Paraíba apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento de projetos de carbono, com baixa participação relativa nas emissões nacionais e potencial para ampliar a captura de carbono por meio de ações de restauração e manejo sustentável. Os dados consolidados pela plataforma podem contribuir para a estruturação de projetos financiáveis e para a atração de investimentos no setor.
A criação do BioInova também se insere em uma estratégia mais ampla de integração entre ciência, gestão pública e inovação. A sistematização de dados ambientais em escala territorial tende a apoiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade e ao uso do solo, ao mesmo tempo em que amplia a base de informações disponível para pesquisadores e agentes econômicos interessados no desenvolvimento de soluções climáticas.
Para acessar, clique aqui.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

