Radar AEB–INPI mapeia patentes em energia para satélites e aponta baixa participação brasileira em tecnologias estratégicas

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicaram, em março, o Radar Tecnológico nº 49, voltado ao panorama de patenteamento em energia para satélites e propulsão espacial. O estudo resulta de acordo de cooperação técnica entre as instituições e busca mapear tendências tecnológicas, orientar decisões de investimento e apoiar a formulação de políticas públicas no setor espacial.

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O levantamento identificou 65 novos pedidos de patente depositados no Brasil por residentes, elevando para 164 o total de tecnologias nacionais registradas desde 2010 na base MAPTEC da AEB. Apesar do crescimento, os dados indicam concentração das titularidades em universidades e institutos de pesquisa, com participação ainda limitada da indústria, sugerindo estágio intermediário de maturidade tecnológica.

A distribuição territorial dos depósitos também apresenta concentração regional. Os estados do Sul e Sudeste lideram os registros, com destaque para São Paulo e Paraná. Fora desse eixo, o Rio Grande do Norte aparece como exceção relevante, impulsionado pela atuação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Entre os principais depositantes estão universidades públicas e centros de pesquisa, como USP, Unicamp, INPE e IAE.

No recorte global, o radar aponta forte expansão no número de patentes em energia para satélites, com mais de 14 mil famílias identificadas, lideradas pela China. O Brasil responde por cerca de 1% desse total, com predominância de depósitos de origem estrangeira. Na área de propulsão espacial, foram identificadas mais de 6,5 mil famílias de patentes no mundo, com liderança de China e Estados Unidos, enquanto o Brasil registra participação de 0,6%, concentrada em tecnologias de propulsão química.

O estudo também evidencia assimetrias estruturais, como a baixa participação feminina — apenas 15% dos inventores e 2% dos depositantes pessoas físicas são mulheres — e a dependência tecnológica externa em áreas estratégicas. A publicação inclui painel interativo para exploração dos dados e integra a agenda da política industrial voltada à inovação tecnológica em setores considerados sensíveis para capacidades nacionais.

Acesse o radar, o sumário executivo e o painel na página dos Radares Tecnológicos do INPI.
Com informações da ASCOM/INPI

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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