A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a expansão do sistema CIVITAS, plataforma de inteligência urbana lançada em 2024 que promete transformar o monitoramento da cidade. A meta é instalar 20 mil câmeras com tecnologia de inteligência artificial até 2028, tornando o Rio o maior centro urbano de vigilância digital do país. O projeto prioriza áreas com altos índices de criminalidade, baixa presença policial e cobertura tecnológica limitada.
Um dos principais pilares da nova fase é a criação de 56 “Fronteiras Digitais”, portais de controle urbano que vigiarão em tempo real as principais entradas e saídas da cidade. Com leitura automática de placas, rastreamento de veículos e reconhecimento facial, esses pontos visam coibir crimes como o uso de carros clonados e a circulação de suspeitos, além de gerar alertas automatizados com base em padrões de comportamento atípico.
No coração da operação está a IRIS, sistema de inteligência artificial municipal que realiza análises preditivas em tempo real. A tecnologia cruza grandes volumes de dados — como denúncias, informações da Central 1746 e bancos de dados das secretarias — para antecipar riscos, apoiar investigações e produzir mapas de calor da criminalidade, permitindo respostas mais rápidas e eficazes.
O sistema CIVITAS atua de forma integrada com forças de segurança dos três níveis de governo, além do Judiciário. A nova Sala de Situação, que herdará a estrutura de comando utilizada durante o G20, funcionará como centro estratégico para decisões emergenciais e coordenação interinstitucional.
Desde seu lançamento, a CIVITAS já realizou mais de 6 milhões de leituras diárias de placas, emitiu 160 mil alertas em tempo real e apoiou mais de 2 mil investigações. Segundo o prefeito Eduardo Paes, o objetivo não é apenas vigiar, mas prevenir: “Vamos cobrir todos os pontos cegos da cidade e transformar inteligência em segurança pública mais eficiente e cidadã.”

