Tráfego espacial pressiona operadoras e leva Starlink a rever órbita de satélites

A Starlink anunciou que pretende reduzir a altitude de operação de sua constelação global de satélites a partir de 2026. A medida prevê a migração gradual dos equipamentos atualmente posicionados em torno de 550 quilômetros de altitude para uma faixa próxima de 480 quilômetros, com o objetivo de diminuir riscos de colisão e aumentar a segurança operacional em órbita baixa, diante do crescimento do número de satélites ativos.

Receba todas as informações da Geocracia pelo WhatsApp

A informação foi divulgada por Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink na SpaceX. Segundo o executivo, a nova faixa orbital concentra menor densidade de detritos espaciais e menos constelações planejadas, o que reduz a probabilidade de incidentes. Atualmente, a Starlink é a maior operadora de satélites do mundo, com cerca de 10 mil unidades em operação, usadas para oferta de internet a consumidores, empresas e governos.

Quero meu exemplar de Direito Administrativo Geográfico

Quero meu exemplar de Direito Ambiental Geográfico

O rebaixamento das órbitas ocorre em um contexto de maior atenção regulatória e técnica ao congestionamento do espaço próximo à Terra. Em dezembro, a empresa relatou uma anomalia envolvendo um satélite que perdeu comunicação e gerou uma quantidade limitada de detritos, reacendendo o debate sobre a sustentabilidade do ambiente orbital. De acordo com a Starlink, operar abaixo de 500 quilômetros facilita a reentrada dos satélites na atmosfera ao fim da vida útil ou em caso de falha, reduzindo o tempo em que permanecem como potenciais riscos. A reconfiguração deverá ocorrer de forma gradual ao longo de 2026, sem detalhes sobre impactos no serviço.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

Veja também

Geo e Legislação

Inpe cria plataforma que processsa e analisa grandes bases de imagem de satélite

Brazil Data Cube tem como objetivo produzir dados abertos prontos para análise (Analysis-Ready Data – ARD) e cubos de dados multidimensionais para todo o território nacional a partir de grandes volumes de imagens de sensoriamento remoto de média resolução dos satélites CBERS-4 e 4A, Sentinel-2 e Landsat-8. A equipe do Inpe