I Olimpíada Brasileira de Geoinformação convida jovens a mapear o futuro

A I Olimpíada Brasileira de Geoinformação abriu inscrições para estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de todo o país. A iniciativa quer aproximar crianças e adolescentes do universo dos mapas, dados espaciais e análises temporais, mostrando como essas ferramentas ajudam a compreender e transformar o território. As inscrições para a 1ª fase ficam abertas de 15/09/2025 a 16/10/2025, de forma individual e gratuita, com vinculação à escola ou instituição do participante.

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Organizada em três faixas — Júnior (6º e 7º anos), Master (8º e 9º anos) e Sênior (1º ao 3º do Ensino Médio) —, a Olimpíada também envolve professores mediadores, que podem cadastrar diversos alunos das escolas onde atuam. A proposta é estimular a curiosidade e o pensamento crítico desde cedo, unindo conceitos de geografia, ciência de dados e cidadania. A organização destaca que geoinformação está no cotidiano: do caminho até a escola às grandes decisões que desenham cidades e protegem o ambiente.

A competição tem duas etapas. Na Fase 1 (Identificação e Investigação), os participantes escolhem um problema socioambiental na própria comunidade — como alagamentos, ilhas de calor ou descarte irregular de resíduos — e o documentam com fotos, mapas e relatos. Já na Fase 2 (Solução e Inovação), entram em cena geotecnologias como SIG, sensoriamento remoto e GPS, além de Inteligência Artificial, para analisar dados, reconhecer padrões e propor soluções factíveis e sustentáveis.

Mais do que produzir mapas, a Olimpíada trabalha a lógica da geoinformação em três dimensões: onde acontece (espacial), quando acontece (temporal) e o que está em jogo (descrição detalhada). Essa abordagem ajuda a interpretar fenômenos naturais e sociais — crescimento urbano, qualidade ambiental, mobilidade — e a desenhar respostas com base em evidências. Ao transformar dados em representações visuais e diagnósticos, alunos vivenciam um ciclo completo de investigação.

Com o slogan “Conhecimento Espacial para um Mundo Conectado”, a iniciativa quer formar uma nova geração de geocientistas e cidadãos capazes de ler o território e colaborar com soluções locais. No site oficial, os interessados encontram edital, regulamento, cronograma e a área de inscrição da 1ª fase. Ao final, a organização prevê divulgar projetos de destaque e reunir boas práticas, reforçando a cultura de análise espacial nas escolas e fortalecendo a ponte entre ciência, comunidade e futuro.

Para acessar, clique aqui.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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