Belo Horizonte integra 339 camadas geoespaciais para orientar serviços e planejamento urbano

A Prefeitura de Belo Horizonte utiliza uma base geoespacial que abrange todo o território municipal para integrar informações empregadas na prestação de serviços e no planejamento urbano. Estruturado a partir do Sistema de Cadastro Territorial Multifinalitário (SisCTM), o modelo reúne mais de 365 mil lotes urbanos, 760 mil endereços unificados e 339 camadas temáticas, estabelecendo uma cartografia oficial comum aos diferentes órgãos da administração.

Receba todas as análises e informações da Geocracia pelo WhatsApp

A integração permite relacionar características físicas, ambientais e socioeconômicas de cada região da capital. Os dados podem subsidiar intervenções de drenagem, ações de combate à dengue, definição de rotas para veículos públicos e localização de atendimentos emergenciais. Em uma cidade marcada por relevo acidentado e diferenças na ocupação do solo, a precisão territorial influencia tanto a distribuição dos serviços quanto a identificação das áreas mais expostas a riscos.

Parte das informações está disponível no Portal BHGEO e no visualizador BHMap. Nessas plataformas, moradores podem consultar equipamentos públicos próximos a determinado imóvel, como escolas, unidades de saúde, parques e pontos de coleta seletiva. A abertura dos dados também permite comparar a presença desses serviços entre bairros e avaliar desigualdades na infraestrutura urbana.

Para profissionais e empreendedores, o sistema oferece consultas sobre zoneamento, usos permitidos, parâmetros construtivos e restrições ambientais. O acervo inclui ainda ortofotos, imagens aéreas, plantas de parcelamento do solo e mapas do Plano Diretor. A possibilidade de conectar as bases municipais a softwares externos por meio de geosserviços amplia o uso das informações por universidades, empresas e organizações da sociedade civil.

Já conversou com o território hoje? Experimente a Geocracia.ai

O cadastro unificado de logradouros também procura reduzir divergências na grafia de ruas e na numeração dos imóveis. A padronização pode repercutir em registros cartoriais, serviços postais, entregas por aplicativos e atendimentos públicos. O alcance do sistema, contudo, depende da atualização contínua das bases, especialmente em áreas onde mudanças na ocupação urbana alteram rapidamente os endereços, a infraestrutura e as demandas da população.

Para acessar a plataforma, clique aqui.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

Veja também

Geo e Legislação

“Meu IBGE” mostra como a pessoa se enquadra estatisticamente no Brasil

Ela é uma ferramenta nova, simples, intuitiva e permite que qualquer brasileiro aprenda mais sobre como se enquadra estatisticamente na população do país. O site interativo “Meu IBGE”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, permite, em poucos segundos, comparar o perfil demográfico de uma pessoa ao restante do país, com