Estudo da USP mostra como crédito de carbono é fiscalizado por satélites

Imagens orbitais passarão a compor a trilha de evidências usada na análise de projetos de carbono registrados pela USP. O Registro de Carbono do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa firmou parceria com a Greenline Carbonsat, fornecedora de dados geoespaciais e inteligência artificial.

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A empresa trabalha com medição, relato e verificação digital, produzindo séries temporais sobre cobertura e mudança de uso da terra. A parceria preserva uma separação importante: a Greenline entrega uma camada de evidência, enquanto o registro da USP continua responsável pela avaliação dos projetos e da integridade dos créditos.

Segundo a fornecedora, sua tecnologia monitora aproximadamente 1,5 milhão de hectares em mais de cem projetos no mundo. Desenvolvedores e auditores independentes podem contratar o serviço, cuja utilidade varia conforme resolução das imagens, método empregado e validação externa dos resultados.

O monitoramento remoto amplia a área observada e permite comparar o mesmo terreno em datas diferentes, mas não encerra a necessidade de campo ou auditoria. Nuvens, frequência de passagem, escala do projeto e tipo de vegetação limitam o que a cena orbital consegue demonstrar, sobretudo em mudanças pequenas ou de causa incerta.

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Natália Santos, em artigo publicado pela Revista Amazônia, apresenta a parceria como reforço à rastreabilidade de cada parcela florestal ou rural. A credibilidade do processo dependerá de critérios públicos e documentação capaz de ligar a evidência produzida no espaço ao projeto efetivamente registrado no território.

Para acessar ao material, clique aqui.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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