Geo e Legislação ISSN 3086-0415

UFMG combina IA e câmera hiperespectral para acelerar mapas do Brasil

UFMG inaugura supercomputador e câmera hiperespectral para acelerar a produção de mapas, apoiando pesquisas sobre desmatamento e desastres.

Luana Macieira, em artigo publicado pelo portal da UFMG, informa que a universidade inaugurou, em 27 de outubro, o supercomputador Soberano e uma câmera hiperespectral para ampliar a produção cartográfica brasileira. Instalados no campus Pampulha, em Belo Horizonte, os equipamentos devem apoiar pesquisas sobre desmatamento, mineração ilegal, fronteiras e desastres. O objetivo é extrair informação geográfica de grandes volumes de imagens.

Entre no canal do WhatsApp da Geocracia

O Soberano reúne oito aceleradores de inteligência artificial, dez nós de processamento e aproximadamente 400 terabytes de armazenamento. A infraestrutura foi projetada, instalada e configurada por equipes brasileiras. Seu papel no projeto é oferecer capacidade computacional para processar dados de satélites, radares, drones e outros sensores, com uso compartilhado por pesquisadores e instituições parceiras.

A câmera Hyper-Cam Mini XLW acrescenta outra dimensão ao trabalho: registra informações em numerosas faixas estreitas do espectro eletromagnético. Em apresentação complementar, a UFMG explica que materiais visualmente semelhantes em fotografias podem responder de maneira diferente nessas faixas. Essa característica permite investigar propriedades de vegetação, água, solo e minerais que uma imagem convencional não distingue com a mesma separação espectral.

O projeto GeoIDE reúne a universidade, o Instituto Militar de Engenharia e a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército, com recursos de uma chamada da Finep. A meta anunciada é automatizar a extração de dados para cartas na escala 1:25.000. Segundo a UFMG, cerca de 8% do território brasileiro está mapeado nessa escala, utilizada em diferentes atividades de planejamento.

A IA pode cometer erros. Consulte as fontes e a matéria original.

Já conversou com o território hoje? Experimente a Geocracia.ai

Para quem administra bacias, infraestrutura e ocupação urbana, a questão é a disponibilidade de uma base cartográfica adequada ao problema. A inauguração amplia os meios de pesquisa, enquanto a entrega de novos mapas dependerá do processamento e da avaliação dos produtos. A aplicação territorial será demonstrada quando essas informações puderem ser utilizadas, com qualidade conhecida, pelas equipes responsáveis pelas decisões.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

Para acessar ao material, clique aqui.

GCNEWS Publicação editorial da Geocracia — ISSN 3086-0415.

Veja também

Geocracia Newsletter

Gostou desta análise?

Receba uma curadoria semanal sobre território, dados públicos, legislação e governança.