Guilherme Solleiro, CEO da Indra Group Brasil, escreveu no site Tecnologia e Defesa que o espaço deixou de ser apenas uma fronteira distante para se tornar um domínio estratégico para a defesa e a segurança nacionais. Segundo ele, a crescente presença de satélites e detritos orbitais impõe ao Brasil a necessidade de desenvolver capacidades próprias de monitorização, dentro do conceito de Space Domain Awareness (SDA), e de avançar na Gestão do Tráfego Espacial (STM). Essas ferramentas são consideradas decisivas para preservar ativos críticos, reduzir riscos e reforçar a soberania tecnológica.
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Ele destaca que a integração de sensores de alta precisão, radares, telescópios e sistemas de radiofrequência com inteligência artificial já permite monitoramento contínuo e preditivo, ampliando a capacidade de resposta a ameaças. Outro ponto central é a resiliência das comunicações, sustentada por redes de satélites em órbita baixa combinadas ao 5G, que asseguram conectividade em áreas remotas e continuidade operacional em situações adversas. Imagens orbitais de alta resolução, processadas por algoritmos, também se tornam recurso estratégico para a vigilância de fronteiras e a gestão de emergências.
Na avaliação de Solleiro, a navegação por satélite deve ser tratada como infraestrutura crítica, comparável à energia e às telecomunicações. Um sistema SBAS regional na América Latina, por exemplo, aumentaria a segurança da aviação civil e de setores como o transporte marítimo e a agricultura de precisão. Para o executivo, o investimento nessa agenda é não apenas estratégico para a segurança, mas também motor de inovação e competitividade, capaz de gerar empregos qualificados e posicionar o Brasil como ator relevante no cenário espacial global.
Para ler o texto completo, clique aqui. ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

