A cooperação entre Brasil e Japão na área de sensoriamento remoto avança com um novo acordo voltado ao fortalecimento do mapeamento geológico e da gestão territorial. A parceria entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Remote Sensing Technology Center of Japan (RESTEC), intermediada pela Japan International Cooperation Agency (JICA), permitirá o acesso gratuito a imagens de satélite de alta resolução, que passam a integrar projetos relacionados ao monitoramento do território e à redução de riscos geológicos.
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O principal impacto da iniciativa recai sobre a produção de informações espaciais utilizadas pelo poder público. Imagens com maior nível de detalhamento ampliam a capacidade de identificar alterações no relevo, processos erosivos, movimentos de massa e outras dinâmicas territoriais que influenciam o planejamento urbano, a ocupação do solo e a prevenção de desastres naturais. A disponibilidade desse tipo de dado também reduz barreiras de acesso a tecnologias normalmente restritas pelo elevado custo de aquisição.
A cooperação prevê, além do compartilhamento de imagens, a troca de conhecimento técnico entre especialistas brasileiros e japoneses em sensoriamento remoto. A experiência japonesa na aplicação dessas tecnologias para gestão de riscos deverá contribuir para o aperfeiçoamento de metodologias empregadas pelo SGB na elaboração de mapas de perigo geológico e em estudos voltados ao monitoramento de áreas suscetíveis a eventos extremos.
Como etapa inicial da parceria, equipes dos dois países realizarão atividades técnicas em Barbacena (MG), município escolhido para validar a aplicação das imagens em campo. As ações incluem vistorias em áreas piloto e reuniões com a Defesa Civil e a administração municipal para avaliar o potencial de utilização das informações em planejamento territorial, sistemas de alerta e políticas de prevenção de desastres.
A iniciativa evidencia a crescente importância das infraestruturas geoespaciais na gestão pública. Ao ampliar a disponibilidade de dados de alta resolução, a cooperação fortalece instrumentos técnicos utilizados na produção de mapas, na avaliação de riscos e na tomada de decisões sobre o território, contribuindo para políticas públicas baseadas em informação espacial mais precisa e atualizada.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.
