O governo federal negocia um acordo sobre minerais críticos e terras raras com a Índia, em reunião prevista com o primeiro-ministro Narendra Modi neste sábado (21). A iniciativa ocorre em um cenário de crescente competição internacional por insumos considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa.
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O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, grupo de minerais utilizados na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, smartphones e equipamentos militares. Apesar do potencial geológico, o processamento e a cadeia global desses materiais seguem concentrados na China, que lidera a produção e a capacidade de refino.
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A Índia, por sua vez, busca reduzir a dependência de fornecedores únicos e diversificar suas parcerias comerciais. O país tem ampliado investimentos em produção doméstica e reciclagem de minerais estratégicos. Nesse contexto, o Brasil aparece como possível fornecedor alternativo, com reservas ainda pouco exploradas e espaço para expansão da atividade mineral.
Segundo fontes envolvidas nas tratativas, a expectativa é de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar cooperação na área de minerais críticos. A agenda bilateral inclui ainda discussões sobre cadeias de valor industriais e tecnológicas, em linha com movimentos observados em outras economias que procuram reduzir riscos associados à concentração geográfica da oferta.
Em 2025, o comércio entre Brasil e Índia superou US$ 15 bilhões, e o país asiático figura entre os principais destinos das exportações brasileiras. Um acordo no setor de terras raras pode ampliar essa relação e reposicionar o Brasil na geopolítica dos minerais estratégicos, tema que ganhou centralidade nas políticas industriais e energéticas de diversas nações. ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

