A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) informou que o uso de imagens de satélite, drones e bases cartográficas contribuiu para a desocupação de mais de 150 mil metros quadrados de áreas públicas e ambientais em 2026. Segundo a autarquia, as operações removeram estruturas irregulares ainda em fase inicial e alcançaram terrenos destinados a praças, áreas protegidas, equipamentos institucionais e componentes do sistema viário.
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As análises são produzidas pela Gerência de Geoinformação e Análise de Demandas (Geing), que reúne dados de diferentes órgãos públicos em um Sistema de Informações Geográficas (SIG). O cruzamento permite verificar previamente a localização, as características e a destinação dos terrenos, reduzindo incertezas sobre os limites das áreas fiscalizadas e orientando a distribuição das equipes em Fortaleza.
A Agefis também utiliza Matrizes Territoriais de Risco para definir onde as operações devem ser concentradas. O modelo considera informações sobre ocupação do solo, descarte irregular de resíduos, incidência de arboviroses e características ambientais. Com isso, ocorrências antes tratadas isoladamente passam a ser analisadas em relação ao entorno e à concentração espacial de problemas urbanos.
Nas áreas extensas ou de difícil acesso, drones são empregados para dimensionar ocupações, registrar processos de degradação ambiental e produzir imagens georreferenciadas. Esses levantamentos complementam as vistorias presenciais e fornecem evidências técnicas para medidas administrativas, além de ajudar a confirmar se as intervenções estão localizadas em bens públicos ou em áreas submetidas a proteção ambiental.
A capacidade de monitoramento foi ampliada em junho, quando a Agefis firmou uma cooperação com a Secretaria Municipal das Finanças para compartilhar dados cadastrais e cartográficos e passou a integrar o Programa Brasil MAIS, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A próxima etapa será incorporar os geodados às demandas do Sistema Fiscalize, permitindo identificar padrões de irregularidades e acompanhar como ocupações, descarte de resíduos e outras infrações se distribuem pelo território da capital cearense.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

