Geotecnologia entra na linha de frente contra o desmatamento em Mato Grosso do Sul


A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta semana a operação “Silvam Custodiare” — expressão em latim que significa “proteger a floresta”. A ofensiva combina tecnologia de ponta e inteligência territorial para coibir o desmatamento ilegal no estado. Utilizando imagens de satélite das plataformas Brasil + e MapBiomas, a PMA mapeia áreas de supressão vegetal e cruza essas informações com os registros do cadastro de propriedades rurais, em parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

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Segundo o capitão Leonel, chefe do setor de geoprocessamento da PMA, os dados geoespaciais permitem à equipe planejar operações com alta precisão. “Nossos analistas fazem um mapeamento detalhado antes de ir a campo, e os dados costumam bater com o que encontramos nos locais”, explica. Esse cruzamento garante relatórios confiáveis e amplia a capacidade de resposta da fiscalização, que agora é acompanhada por alertas em tempo real, monitoramento de prazos, autuações e valores de multas aplicadas.

A operação marca um avanço na forma como o Estado enfrenta crimes ambientais, incorporando ferramentas de sensoriamento remoto, banco de dados e inteligência territorial. Com a análise sistemática das imagens e a verificação in loco, a PMA aumenta sua cobertura e reduz o tempo entre o desmatamento e a punição. A estratégia reafirma o papel da tecnologia como aliada na preservação ambiental e reforça o compromisso institucional de proteger os biomas do Mato Grosso do Sul.

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