O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Embrapa, trabalha na criação de uma plataforma digital para monitorar desmatamento e incêndios florestais. O Sistema de Integração de Geoinformações para o Desmatamento Zero (SIGDeZ) pretende reunir, em um só ambiente, bases de dados hoje dispersas entre órgãos como Ibama, Incra, IBGE, Banco Central, além dos sistemas Prodes e Deter, que acompanham a Amazônia por satélite.
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A proposta é integrar informações que hoje não dialogam entre si, criando um ambiente único de consulta e análise. A plataforma será aberta ao público e terá interface interativa. Segundo o MMA, a expectativa é que o SIGDeZ auxilie tanto no acompanhamento do desmatamento e das queimadas quanto no ordenamento territorial. Para o coordenador-geral de Controle do Desmatamento do ministério, Diego Pereira, o sistema funcionará como um “motor de análise de dados”, apoiando as equipes na tomada de decisão.
O projeto também prevê a atualização do SIAGEO Amazônia, desenvolvido pela Embrapa até 2019, e que será incorporado à nova ferramenta. A estrutura servirá ainda de base para o Laboratório para o Desmatamento Zero (LabDez), voltado à geração de indicadores que possam orientar políticas públicas. A iniciativa conta com financiamento do Fundo Verde para o Clima e gestão da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), envolvendo uma equipe de dez pesquisadores da Embrapa.
O prazo de execução é de 24 meses, com mais 12 de manutenção. No entanto, uma versão inicial deve ser apresentada já em novembro, durante a COP 30, em Belém (PA). O pesquisador da Embrapa João Vila afirma que a plataforma passará por aperfeiçoamentos constantes e que, após a entrega, caberá ao MMA manter sua operação.
ISSN 3086-0415, produção de Luiz Ugeda.
